quarta-feira, outubro 25, 2006

Match Point


Há já algum tempo que devia umas horitas à 7ª arte. Pois gostaria de partilhar convosco, seguidores atentos deste espaço promotor do que é bom nesta vida de doidos, a minha opinião acerca do filme "Match Point" desde pequeno grande mamado que é o Woody Allen. Pois amigos, digo-vos que já há algum tempo que não via um filme que me prendesse tanto ao ecrã como o "Match Point". E não foi só pelos atributos da lindíssima Scarlett Johansson. Não sou crítico de cinema e, por isso mesmo, não vou explanar aqui toda a trama do filme, como fazem a maioria dos críticos que preenchem de baboseiras as páginas dos nossos periódicos. Apenas digo que gostei e que recomendo. O filme retrata bem alguns aspectos da nossa sociedade, nomeadamente, a elevada importância que se dá ao status e às futilidades da vida e, o crescente esquecimento do verdadeiro sentido que tem o amor numa vida a dois. Lembrei-me das inúmeras conversas que tive, acerca deste tema, com o meu ilustre companheiro de crónicas. Mais não digo sobre o filme, até porque muitos já o viram e formaram a sua opinião. Apenas uma dica: para os que já leram "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoiévski, terão uma agradável surpresa. Citando Lauro Dérnio, "let's look at the trailler".

terça-feira, outubro 24, 2006

The Kooks - Ooh La

ooooooooooooh la..such a good girl to me tqm
Kashmir - In The Sand (Live @ Boogie 2003-03-26)

Diritto per Londra!
Kings of Convenience - I'd Rather Dance With You (Live)

I´D Rather Dance with yuu

Legislação Mundial -IVG

Legenda

Países a vermelho- IVG ilegal em todas as circunstâncias ou apenas permitido em caso de risco sério de vida da mulher.ex:Brazil, Panamá,Congo.

Países a rosa- IVG permitido em risco de vida ou para proteger a saúde física da mulher.O aborto é apenas possível quando a gravidez representa risco para a vida da mulher ou para a sua saúde; no caso de malformação fetal ou quando a gravidez resulta de violação(Portugal).Ex: Portugal,Polónia,Irlanda,Marrocos.

Países a amarelo-IVG é permitido por lei apenas em risco de vida ou para proteger a saúde mental da mulher.Ex: Espanha, Austrália.

Países a azul-IVG é permitido por lei com base em motivos socioeconómicos.Ex:Finlândia, Reino Unido,Japão.

Países a branco-IVG permitido mediante requisição. Ex: Canadá, França,Itália.

O maior português de sempre


O maior português de sempre sou eu. Não obstante este facto incontornável, não posso deixar passar ao lado esta iniciativa promovida pela RTP e que tanta polémica tem gerado por causa de um dos nomes sugeridos: António de Oliveira Salazar. Tenho a minha opinião formada sobre o antigo Presidente do Conselho de Ministros, como calculo que grande parte dos portuguêses também a tem. Não entendo a razão da polémica. De há uns tempos para cá, tenho notado a grande dificuldade que o nosso povo tem em lidar com os fantasmas do passado. Não é que para mim Salazar seja um fantasma, bem pelo contrário, mas entendo que muitos, e pelas mais diversas razões que não me compete questionar ou opinar, possam sentir-se intimidados ou incomodados com a lembrança de outros tempos que não os meus. A sua época já acabou. Para o bem ou para o mal já terminou e passou a fazer parte da história. E quanto ao passado e ao que é história já não há nada a fazer, a não ser reflectir sobre os factos para que se possa melhorar o futuro. Irrita-me a histeria colectiva que se cria em torno de Salazar. Ainda há uns tempos atrás, celebrava-se uma missa in memorium a António Salazar, encomendada por familiares e amigos do falecido governante. Irritou-me ver uns quantos idiotas a manifestarem-se em frente à igreja a gritar contra o Fascismo. Pois meus caros janados, tenho a dizer-vos que esta ideologia, graças a Deus, já não faz parte do nosso quotidiano e o que fizeram às portas da igreja mais não foi do que uma palhaçada e uma injúria a cidadãos que assistiam a uma missa de um familiar e de um amigo. Também em Santa Comba Dão, terra natal de António de Oliveira Salazar, houve a intenção de construir um museu sobre a vida do mesmo, ao que se levantaram inúmeras vozes de protesto. Já no que concerne à RTP, a polémica gerou-se porque o nome do ex governante foi retirado da lista de sugestões para votação no maior português de sempre. O mais cómico de tudo isto, é que Oliveira Salazar deve dar voltas no túmulo de tanto rir como um perdido. Ao fim ao cabo, voltamos aos tão criticados anos da censura que tanto caracterizou os governos de Salazar. Resultado, tanta conversa e tanta polémica e o que vai acabar por acontecer é que Salazar será das personalidades mais votadas na lista dos maiores de sempre. Se o tivessem colocado ao ínicio e não tivessem levantado mais problemas, aposto que poucos dariam por ele e outro grande português acabaria por vencer. Mas isso é só a minha opinião. Acho que chegou a altura de ignorar-mos alguns factos do passado e preocuparmo-nos mais com o nosso futuro. História é história e temos mais é que respeitá-la. Dou o exemplo da Hungria, que durante muitos anos pertenceu à União Soviética e que viveu sob as duras políticas comunistas. Com o fim da URSS, houve tendência nas antigas repúblicas para destruir os símbolos do comunismo. Compreende-se. No entanto, na Hungria, não houve destruição. E se a houve foi parcial, pois, grande parte dos símbolos que caracterizavam a era comunista, como estátuas de Lenine e de Estaline, foram retirados do centro de Budapeste e colocados num local periférico, onde podem ser visitadas por todos que queiram conhecer uma parte da história da Hungria. Exemplo, então, de um país que não teme os fantasmas do passado. Foram ignorados mas não desrespeitados.

Romain Duris - Dans Paris


Romain Duris, o nosso querido jovem actor françês (Xavier) de L'auberge espagnole et Les poupées russes - do realizador Cédric Klapisch, citando os mais mediáticos, brinda-nos agora com a sua interpretação no filme Dans Paris- do realizador Christophe Honoré, na pele de (Guillaume), com interpretação também de Louis Garrel (Jonathan) "dans le rôles" de dois irmãos, protagonistas do filme.A não perder neste final de 2006.


"Dans Paris. C'est la vitesse des mots d'un Louis Garrel qui donne l'élan étrange du film, sa séduction. A l'autre bout du fil, la langue de Romain Duris, quand elle se libère, atteint cette intensité des nuits d'ivresse, jusqu'à devenir une langue saoule à l'idée de s'affronter elle-même : « Dans Paris joue sur une mémoire familiale. Quand on est un intrus, on sait que ça parle différemment selon les familles. C'est la langue qui crée un lien sanguin. A quelle famille appartient-on ? On appartient à une langue.» "

segunda-feira, outubro 23, 2006

Menos Scut // Mais isolamento


Porque nem tudo do período do Guterrismo foi mau!

A última corrida de Shumie



Terminou hoje a carreira de Michel Shumacher na Fórmula 1. Foram 15 anos fantásticos e de glória, tanto para o alemão como para as equipas que o acolheram. Venerado por muitos, odiado por outros tantos, Shumie sempre nos brindou com uma condução espectacular e agressiva. Não obstante o mau feitio e a arrogância que o caracterizam, é um piloto de elite que arrastou multidões atrás de si e que trouxe milhares de novos adeptos à F1. Ganhou tudo o que havia para ganhar e bateu inúmeros recordes estabelecidos por grandes pilotos como Fangio, Fitipaldi e Sena. Embora não acabe a carreira como campeão do mundo, mesmo no fim, brindou-nos, mais uma vez, com a sua brilhante condução. Rebentou com uma das rodas, passou para a vigésima posição mas, mesmo assim, conseguiu cortar a meta na quarta posição. Nem tão cedo voltaremos a ver um piloto como este na F1.

domingo, outubro 22, 2006

Tóquio

(Dancetaria "O Tóquio")






("Num lugar sério, gente séria!")

sábado, outubro 21, 2006

Rue sans nom

(Photo / Ben Curtis-Togo)

"Street violence during presidential elections" in Togo


Eu Show Nico


Ele voltou...ele anda por aí a partir corações. Não perder as cenas dos próximos capítulos deste herói nacional que tanto nos anima e faz rir como uns perdidos.

As Manifs


Sempre achei uma certa graça às manifestações dos estudantes universitários do ensino público. É vê-los numa preocupação desmedida sobre a carreira académica e sobre o futuro profissional. É vê-los a percorrer as ruas do país em protesto pela situação decadente do ensino em Portugal. É vê-los preocupados com o dinheiro que gastam por ano em propinas. É vê-los preocupados por terem os pais a fazerem constantes sacrifícios para proporcionarem aos filhos um futuro promissor. É vê-los horas e horas a fio agarrados aos livros nas bibliotecas e nos cafés de Portugal. É vê-los, coitadinhos, à espera do autocarro na cidade universitária num tempestuoso dia de inverno. É vê-los... eh lá, espera aí!!! Mas será que estou a escrever sobre estudantes portugueses do ensino público? Acho que me enganei. Devo estar a escrever sobre estudantes dos países nórdicos. Senão veja-se: o estudante do ensino público em Portugal, para começar, e salvo raras excepções, não vai às aulas. Quer dizer, as universidades estão cheias de gente, mas a jogar às cartas no bar da faculdade ou a beber imperiais na tasca em frente. Estão-se nas tintas para a carreira académica e nem fazem a mais pequena ideia de como será a realidade profissional. O estudante português do ensino público realmente percorre as ruas do país, não em protesto mas sim em busca da tasca que venda a imperial mais barata ou o Licor Beirão mais fresquinho. A preocupação que têm com o dinheiro dos pais é saber quando chegará a próxima remessa. Não estudam. É ver a idade dos Dux Veteranum. E quanto aos autocarros, contam-se pelos dedos os que andam de transportes públicos. Aliás, basta olhar para o espaço verde em frente à Reitoria na Cidade Universitária para perceber, pelo parque automóvel, quão dificilmente sobrevive o estudante português do ensino público.
Acho lamentável a maneira como protestam e os argumentos que apresentam. Como falava uma vez com o meu camarada de crónicas, é giro ver as manifestações em Portugal e o "ar sério e de preocupação" com que marcham. É triste que venham queixar-se por ter de pagar cerca de 900 Euros por ano em despesas de educação. Sei que há muita gente que não pode pagar esta quantia, respeito-os e entendo as suas dificuldades, mas também sei que não são estas pessoas que andam em manifestações pela rua, porque os que vão na manif, e isso eu já vi, terminam bêbados e regressam a casa nas suas viaturas. Também já fui estudante e, mais do que ninguém, sei o que é ter que pagar propinas e depender do dinheiro dos pais. Mas não sou hipócrita e a mim não me apanharam nestas tristes figuras. Caros amigos, tenham mais juízo e mais vergonha na cara.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Scut

"Nunca me apanharam na estúpida campanha contra a "política de betão" do dr. Cavaco Silva. Se há alguma coisa historicamente indiscutível é que o isolamente mata. Não se trata só, como certa gente de pouco espírito parece supor, da economia(embora se trate também disso), mas, sem hipérbole, de civilização. Não vale pena um comentário "erudito". Basta pensar em Portugal. Como nenhum outro factor, a posição periférica de Portugal determinou o atraso e a semibarbárie em que sempre vivemos. Mesmo hoje o essencial não mudou. Se dantes se costumava dizer que a Europa começava nos Pirinéus, começa agora, para a nossa desgraça, na fronteira de Espanha. A mais longa ditadura do Ocidente, o mais velho império colonial, a anacrónica extravagância do PREC e o Estado corporativo e parasitário que a democracia produziu deviam ter educado uma geração. Não educaram. Sem que isto seja uma defesa de irresponsabilidade de Guterres, que nada desculpa, é um erro e uma injustiça arrumar sumariamente as Scut na gaveta da inconsciência,do "disparate" e da "asneira". As Scut não foram "disparate" e uma "asneira"Foram um esforço, e um esforço necessário, para lgar o interior ao litoral. Ou, se quiseram, para diminuirem a distância crescente entre a civilização do interior e a civlização do litoral. O valor das Scut não se mede em "desenvolvimento". O que interessa saber é se mudaram o interiore para bem ou para mal, ás vezes para muito mal, mudaram. Quem sugere o princípio do utilizador-pagador que se aplique às Scut não percebe esta evidência primária: Faz todo o sentido que toda gente pague uma política que na práctica se destina a transformar todo o país. Claro que exitem incongruências no Alentejo, por causa do trânsito para Espanha e para o Algarve; e no Algarve por causa dos milhões de turistas que lá caem pelo verão. E claro também o eng Sócrates faltando a uma promessa eleitoral, resolveu abolir a scut na Costa da Prata, no Grande Porto, e do Porto a Viana. Mas felizmente, ficou o resto e o resto é 1/3 de Portugal que precisa de mais Scut, não de menos. Como a Ota e o TGV (que, aliás, me custaram a engolir), as Scut não são uma despesa inútil ou facultativa. São a única maneira de Portugal deixar de ser uma tirinha esquálida e apinhada de gente, no fundo da Europa."

Vasco PulidoValente, in Público

quinta-feira, outubro 19, 2006

A PERGUNTA

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"



Os deputados decidiram esta tarde na AR avançar para a realização de um referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez até ás 10 semanas, apresentado o projecto resolução pelo grupo parlamentar do PS. Contou com os votos a favor do PS,PSD e BE. Abstiveram-se o CDS-PP e duas deputadas do PS. Votaram contra o projecto lei o PCP e a deputada socialista Matilde Sousa Franco.A pergunta é a mesma, submetida a referendo em 1998.