

Ontem fiquei muito triste. Fui comprar a minha Premiere, que guardo religiosamente desde o 1º número, e qual não é o meu espanto ao constatar que a revista, que custa 2,50 Euro, tinha um PVP de 3,40 Euro. Isto passa-se nos Açores. Durante muitos anos, os açorianos pagavam mais pelas revistas, jornais e livros que adquiriam. O aumento do preço, em relação aos preços praticados no Continente, ficava a dever-se ao custo do transporte entre o Continente e esta Região Autónoma. No entanto, esta situação acabou. Isto porque, o Governo suportava os custos com o transporte. O que acontece é que a lei foi revista e enviada à Assembleia da República, mas, acabou por não ser aprovada pela maioria socialista no Parlamento, que se está literalmente a borrifar para o que se passa nos Açores. Na minha opinião, foi um acto de mesquinhez e de pura discriminação para com os açorianos. Não é esse tipo de cortes que, com certeza, fará a diferença no orçamento de estado. Concordo com muitas coisas, mas há outras que me tiram do sério, e esta é uma delas. Sendo português, gostaria de perceber porque razão tenho que pagar cerca de 20% a 30% a mais por um produto, só porque o Governo decide não suportar as despesas de transporte. É mesquinho. Só nos esvaziam os bolsos. Regalias, nada. Mas há mais coisas que me irritam na governação socialista. Vai-se lá saber porquê, o espaço aéreo açoriano continua fechado. Os voos do Continente para as ilhas apenas podem ser efectuados pela SATA ou pela TAP (code share). Significa isto que os açorianos, embora sejam cidadãos portugueses, continuam a pagar preços exorbitantes (cerca de 250/270 Euros) para viajarem entre as ilhas e o Continente. Mas não nos ficamos por aqui. O Governo Regional dos Açores celebrou acordos com algumas companhias de aviação de países como a Finlândia, Suécia, Dinamarca e Inglaterra, isto é, o Governo participa em cerca de 30% no custo da deslocação destes cidadãos. Em resumo, com ilhas tão bonitas e cheias de potencialidade no sector do turismo, os açorianos estão a pagar para os nórdicos virem para cá. Escusado será dizer que este tipo de turista não consome como o turista comum, nomeadamente o turista português e o espanhol. Restaurantes? Nem pensar em entrar. O típico sueco vai ao hiper mercado, compra uma saca de pão e um frasco de maionese, meia dúzia de iogurtes e duas garrafas de Vodka. Enchem a cara e ainda se dão ao luxo de partir os quartos dos hotéis, tal é a bebedeira. E nós a pagarmos esta merda toda. Agora expliquem-me, porque razão tenho eu que pagar mais 90 cêntimos pela minha revista Premiere???









