quarta-feira, novembro 15, 2006

Dans Paris-Em Paris


Como é referido habitualmente pelo meu camarada, amigo, palhaço de crónicas, não entremos em análises pormenorizadas acerca dos filmes que vemos e deixemos isso, então, para a crítica especializada, aquela crítica habituada a ir "trabalhar" aos Festivais de Cannes. Christophe Honoré presenteia-nos com "Dans Paris", onde nos conta a história de dois irmãos Guillaume(Romain Duris) e Jonathan, (Louis Garrel), ao longo de um dia intenso e recheado de revelações..que vai avançando lentamente... e a actuação sensual,fugosa, da voluptuosa Joana Preiss(Anne)..paixão violenta de Guillaume..(a rever em futuras actuações). O filme abarca um cruzamento de géneros cinematográficos..musical, comédia e o melodrama, o que o torna ainda mais sedutor e despreocupado..sem esqueçer o envolvimento com as personagens.As imagens e cenários da Paris invernosa, transporta-nos para um cenário "ideal" de tristeza e solidão de Guillaume, mas igualmente para o cenário Dom Juanesco, excêntrico e lisongeiro do seu irmão Jonathan..que ao sabor das oportunidades, encanta as indefesas damas parisienses com o seu charme duvidoso.
Em destaque, a banda sonora do filme, de Alex Beaupain, com temas como hand shakes, interpretado por Metric e Flavor, interpretado por Girls in Hawaii.Boas escolhas, que dão
carisma às cenas e nos levam a estar embuídos nas personages do filme . De realçar a cena em que a personagem de Duris, se encontra só no quarto a cantar o tema Cambodja de Kim Wilde, arrepiante..de uma proximidade incrível com a personagem, recordando, tempos da sua vida,mais despreocupados, sem sofrimentos amorosos violentos..expulsando as más energias que o impelem ao suicídio.
...Em especial, assinalar,por fim, a interpretação singular de Joana Preiss e Romain Duris no tema Avant la haine, durante uma conversa telefónica apaixonada, terna e desesperada em que cantam um para o outro.Amor em estado bruto.Delicioso e tão ausente dos nossos dias..!Só por essa cena íntima vale a pena..mas fundamentalmente pela performance dos actores. .em especial o nosso querido Romain Duris..esse louco, que nos aliciou a passear pelo espaço comunitário!

Sade - The Sweetest Taboo

Little Miss Sunshine



Sobre este filme o meu companheiro de crónicas já falou. Mas como tenho sempre "muito para dizer ao mundo", gostaria de partilhar convosco, leitores atentos deste espaço demoníaco, a minha opinião acerca desta história, que me fez chorar de tanto rir como um perdido. Aqui no cinema da minha terra qualquer dia já não me deixam entrar, tal é o "power" da minha gargalhada. Mas não aguento, e muito menos aguentei a ver Little Miss Sunshine. Não querendo correr o risco de me tornar repetitivo, mais uma vez gostaria de deixar aqui o meu protesto acerca de quem quem faz a tradução dos filmes, e em concreto no que concerne aos títulos. Pois em português, o filme foi baptizado como "Uma família à beira de um ataque de nervos". Nada mais posso fazer do que lamentar profundamente esta anormalidade. No âmbito pessoal, tenho, pois, o direito de discordar acerca do tema do filme, isto é, a família disfuncional. Para mim esta família pouco tem de disfuncional, bem pelo contrário. Já sabem que não gosto muito de aprofundar acerca dos filmes que vejo. Para isso podem contar com os críticos da imprensa especializada. Refiro-os aqui apenas para vos incentivar a levantar o cú da cadeira e marcharem até à sala mais próxima. Apenas vos conto a essência do filme. E este, realmente, encantou-me. Conclusões??!! Disfuncionais são os que andam perdidos neste mundo, os que pensam que tudo vai mal, os que imaginam que tudo vai contra a maré e os que teimam em afirmar que nem sempre existem soluções. Que eu saiba apenas não há solução para a morte. O filme capta, isso sim, a essência da verdadeira família. Como todos se desentendem mas como, em momentos menos agradáveis, todos se unem em torno da mais sólida instituição social. Disfuncionais são as outras famílias, em que os pais projectam nos filhos as suas frustrações, utilizando-os como marionetas para atingir os seus fins, criticando os que se divertem e os que são verdadeiros, estas mesmas pessoas que criticam a normalidade, que pregam moral na rua mas que levam no cú em casa. Bom, espero que vejam Little Miss Sunshine e depois entenderão esta salganhada que acabei de postar aqui.

terça-feira, novembro 14, 2006

Gostava de ter escrito isto

"Quando a gente pensa que a Igreja Católica se conformou definitivamente com a separação entre a Igreja e o século, entre a lei divina e a lei humana, entre deus e césar, logo há-de vir um bispo de antanho estragar tudo. Agora é o arcebispo de Braga que nega ao «poder constituído» (isto é ao Estado) o poder de despenalizar o aborto, porque este é um crime «por natureza».Já houve um tempo divinocrático, em que a Igreja tinha o poder de decretar o que era crime, e entre os tais "crimes naturais" encontravam-se o judaísmo e todas as demais "heresias", a feitiçaria, a sodomia, a blasfémia, etc. etc. Só que num Estado soberano na ordem temporal -- em que a Igreja só é competente na esfera religiosa --, e além disso democrático, quem define os crimes são os órgãos legislativos competentes ou os cidadãos, directamente (em qualquer caso, nos limites da Constituição, que não proíbe a descriminalização do aborto).A aceitação desse "poder constituído" faz parte naturalmente dos deveres de todos os cidadãos, incluindo os bispos. Fulmine a Igreja o aborto com as armas que tem, se assim o entender. Mas respeite, como é sua obrigação, a liberdade do poder civil no exercício das suas atribuições. É assim tão difícil?!" Vital Moreira, Causa Nossa 14.11.06
Bande-annonce DANS PARIS le film de Christophe HONORE

Soundtrack fantastique..Romain aussi!

Ena Ena... Ordenado Novo


Não prestei muita atenção ao congresso do Partido Socialista. Tenho pouco tempo e paciência para ver um grupo de "bacuradeiros" de papo para o ar. Aliás, não havendo concorrência na disputa da liderança, já se sabia à partida que dali não saíria nada que prestasse. Mas do pouco que vi, foi o suficiente para me deprimir. Por favor, Sr. Primeiro Ministro!!!! Parti-me todo a ver a sua cara de satisfação ao anunciar o aumento do ordenado mínimo para 400 Euros. Contas feitas e vai dar praticamente ao mesmo. Súbida irrisória. Mais uma vez envergonho-me do governo que tenho. Mais uma vez ficamos na cauda da Europa. Mais uma vez estamos sujeitos a ser ultrapassados pelos países do Leste. 400 Euros. Será que o Sr. Primeiro Ministro tem a noção do que é viver com 400 Euros por mês? Nem chega para meia dúzia de idas ao super mercado. Aliás, poucos dos leitores deste espaço do degredo saberão o que é viver com esta módica quantia. Olha, eu já tive o "privilégio" de esticar esta exorbitância durante muito tempo. Não, não dava para chegar ao fim do mês. E eu sou apenas um. Imagine-se as casas com 4, 5.... e por aí fora. Na minha modesta opinião, teria ficado melhor ao Sr. Primeiro Ministro aprovar a medida como sentimento do dever cumprido e não como triunfo de uma campanha enganosa. Se fosse um dos "felizes" contemplados com esta excêntrica quantia, ficaria mais satisfeito ao consultar o meu extrato bancário e constatar que tinha um aumento do ordenado. Mas assim, como um triunfo politico, sentir-me-ia enojado. E mais enojado me sinto ao saber que o patronato considera que é uma subida demasiado rápida. Pois é rápida, agora que estão acostumados a terem os trabalhadores a custo ZERO. Realmente, este país parte-me todo. E o fundinho cada vez mais perto.

Onde já vi eu isto?


Só quero ir jantar ctg fora.


"Então, tás pronta?


Não. Tens pressa?já acabou a bola não é?perderam não?


Não. Tá a dar ainda.Tenho fome..são 10..já bebiamos um aperitivo.


São 10? e então..?


Então? . O restaurante. Não sei bem onde é..e tão à espera.Se calhar vou à cozinha..


Fazer? ..não íamos jantar fora?


(1ºsuspiro) Nada. Sim.Essas quatro não se calam?


Porquê incomóda-te?


Não. Só me dão é mais fome.


Pois..pensas em mais alguma coisa, em mim por exemplo, em nós?


Penso.Mas não agora.Vamos?


Vamos.Espera.


Hoje?


Porquê não queres ir, é?já podias ter dito, não?


Quero.(uivar)


Estas calças..ficam bem?


Ficam joia.


A sério? Não me fazem gordíssima?


Não.(risos) Estão óptimas.Vamos?


Tás-te a rir de quê?Não gosto delas. Vou trocar.Espera, que coisa.


Linda!


Ok.Estás..?


Bom, estavas melhor com as outras, mas ficam-te bem.


Com as outras? Não.Vou trocar. Tenho que estar o máximo..afinal ir jantar fora..é de ano a ano.


F0#$"&


Disséste alguma coisa?


Não. Tás pronta?


Não.Espera, que impaciente!Estas mais claras, o que achas?melhor jeans?ainda vamos de igual..já sei como ela é.


Tás óptima!


Não acho nada..fica mal com a camisola verde escura.. Só sabes dizer que estou óptima?


Por favor..


Por favor, o quê? Mas tás parvo?


Vamos?


Agora. Tou gira?


Olha .. acho que essas te ficam demasiado apertadas,e essa cor.. e ficas com o rabo demasiado..bom, enfim.


Ok, vamos então? Tou cheia de fome.."

domingo, novembro 12, 2006

Operações Stop



Esta foi por um pintelho de uma velha...se conduzir não beba.

Despenalização do aborto depende da vitória do "sim" no referendo, diz Sócrates

O secretário-geral do PS, José Sócrates, comprometeu-se hoje a apenas aprovar a despenalização do aborto caso o "sim triunfe" em referendo, independentemente do resultado da consulta ser vinculativo ou não.
"Vou ser o mais claro possível nesta matéria. A posição do PS só pode ser uma: só aprovaremos a lei se o sim tiver mais votos do que o não", disse José Sócrates no seu discurso de encerramento do congresso.O secretário-geral do PS frisou que "bastará um voto" a mais do sim do que do não para se aprovar a nova lei de despenalização do aborto, mas advertiu que "é preciso esse voto"."Se isso não acontecer, respeitaremos o resultado do referendo e não aprovaremos a lei que propusemos", declarou, contrariando a tese defendida em congresso pela ex-dirigente socialista Helena Roseta e pelo ex-candidato presidencial Manuel Alegre.Helena Roseta e Manuel Alegre defenderam ontem, no congresso, que se o resultado do próximo referendo não for vinculativo, independentemente de ganhar o sim ou o não, o PS deveria aprovar no Parlamento uma lei de despenalização do aborto.No entanto, de acordo com José Sócrates, "o PS não pode ter duas caras, uma para o sim e outra para o não"."O referendo é para respeitar, quer ganhe o sim, quer ganhe o não", frisou o líder socialista, deixando ainda uma crítica indirecta às posições de Alegre e de Roseta."Muito me espanta que haja quem esteja permanentemente a dar lições sobre a importância da democracia participativa e esteja tão disponível para, na primeira oportunidade, desprezar o resultado de um referendo popular. A democracia participativa é para levar a sério, não pode ser uma questão de conveniência ou de oportunidade", declarou."Nós vamos votar contra a pena e a ameaça de prisão para as mulheres. Vamos lugar contra o aborto clandestino e por uma alternativa legal, com garantia de condições de saúde e de dignidade para as mulheres", declarou Sócrates sobre os objectivos no PS no próximo referendo.O líder socialista sublinhou depois que "não se trata de liberalizar o aborto", mas, antes, de "alargar as excepções já previstas na lei, despenalizando a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado"."Em democracia ninguém pode estar convencido antecipadamente que vai ganhar. Partimos para este referendo não com a certeza da vitória, mas com a certeza de que esta causa merece a vitória", acrescentou. Público 12.11.06

sábado, novembro 11, 2006

Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra - Unza Unza Time

O som que me parte todo e que me faz rir como um perdido. Que caos... É pra partir tudo
Kings of convenience ipanema beach 3

quinta-feira, novembro 09, 2006

The Kooks - Sofa Song (Music Video)

And I will do my best/
Just to get under her dress/
And catch you out if I can/
On the other side of my sofa

Darfur - A repetição






Darfur: drama do Ruanda em câmera lenta




Sudão maior país africano, de língua oficial árabe, com cerca de 38milhões habitantes, obteve asuainde pendência do Reino Unido a 1 de Janeiro de 1956. A sua capital, Cartum, tem cerca de 5,8
milhões de habitantes. O país encontra-se em guerra civil há 46 anos. O islamismo é a religião dominante(74,7%), crenças tradicionais(17,1%) e cristianismo(8,2%). Muçulmanos concentram-se no norte do país e as outras religiões no sul.


Darfur, região ocidental do Sudão,"terra dos fur", com cerca de 5,8 milhões de habitantes, divide-se em três estados federais sudaneses: Garb Darfur, Djanub Darfur, Chamal Darfur. Esta região do extremo oeste do Sudão, encontra-se em conflito desde 2003, no momento em que dois grupos, rebelaram-se contra o governo central sudanês, pro-árabe: o Movimento de Justiça e Igualdade e o Exército de Libertação Sudanesa. Em
resposta à rebelião, o Governo central sudanês, desencadeou uma acção de limpeza étnica contra a população de Darfur não muçulmana, liderada pela milícia
árabe,janjaweed.














O conflito de Darfur é considerado um problema de base étnica, não um problema religioso, onde se confrontam as populações arabizadas e as populações negras africanas. O Governo do Sudão, acusado sistematicamente de corrupção, faz uma perseguição à sua própria população não árabe desde Fevereiro 2003.

O Movimento de Justiça e Igualdade e o Exército de Liberação Sudanesa acusaram o governo de oprimir os não-árabes em favor dos árabes do país e de negligenciar a região de Darfur. Como resposta, o governo lançou uma campanha de bombardeamentos aéreos contra localidades darfurenses em apoio a ataques por terra efectuados por uma milícia árabe, a janjaweed, para dissuadir a contestação.Estes últimos são acusados de cometer graves violações dos direitos humanos, como: assassinatos em massa, violações sistemáticas das mulheres não árabes e crianças, incêndio de aldeias, forçando os seus habitantes a fugir para campos de refugiados localizados em Darfur e no vizinho Chade.

Calcula-se que tenham morrido cerca de 200 mil pessoas e que a população refugiada se cifre em 2 milhões, provocando uma enorme crise humanitária, que a ONU como principal orgão internacional não tem conseguido controlar apesar das resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU. A resolução 1564, estabeleceu uma comissão de inquérito em Darfur para avaliar o conflito.Em maio deste ano, o Exército de Libertação do Sudão e o governo sudanês aceitaram firmar um acordo sobre Darfur. As mílicias Janjaweed seriam desarmadas e os militares rebeldes incorporados às forças armadas do país. A União Africana (UA) – grupo de países do continente –, com o consentimento do Sudão, enviou 7 mil soldados para monitorar o cessar-fogo.Apesar do acordo, a violência continuou.Quando os combates se intensificaram em julho e agosto de 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1706, de 31 de agosto de 2006, que prevê o envio de uma nova força de manutenção de paz da ONU, composta de 20 000 homens, para substituir as tropas da União Africana presentes no local, que contam com 7 000 soldados. O Governo do Sudão opôs-se à Resolução e, no dia seguinte, lançou uma grande ofensiva na região.

Há pouco mais de um mês, os sobreviventes da guerra entre tutsis e hutus no Ruanda fizeram uma manifestação em Kigali, tentando chamar a atenção das Nações Unidas para outro genocídio que ocorre na África. “Nós sobreviventes estamos do lado das vítimas em Darfur”, disse um deles. “Nós sabemos o que é perder nossas mães, pais, irmãos, irmãs, filhos e filhas.”

As falhas da ONU voltam a ser realçadas como em outras situações de conflito anteriores e crises humanitárias, como foram os casos da Bósnia, Somália e Ruanda, discutindo-se a urgência da sua reformulação e restruturação.

O governo do Sudão persegue a sua própria população, praticando uma limpeza étnica de enormes proporções que se arrasta lentamente sob o olhar complacente dos seus parceiros privilegiados, a China( pela compra de Petróleo) e a Rússia(venda de armas), membros permanentes do Conselho da ONU, são acusados de impedir a aprovação de uma resolução sobre o envio de uma missão das Nações Unidas há região.

Com pouco peso político nas questões internacionais, o Sudão regularmente decora os discursos de líderes mundiais, mas, na prática, o país continua sendo palco do que muitos já nomearam de “Ruanda em câmera lenta”. Apenas nesta última sexta-feira, foram registadas 63 mortes, metade das quais crianças.

A violência gerada pelo conflito no Darfur já provocou desde 2003 mais de 200 mil mortos e dois milhões de deslocados. A força de manutenção de paz da União Africana está a terminar o mandato, o governo do Sudão não aceita que seja substituída por um destacamento da ONU.

O genocídio continua.O congelamento os bens dos dirigentes sudaneses, o embargo de armas e petróleo e a invocação do Art. 7º das Nações Unidas, de forma a aprovar uma missão de paz são as alternativas apontadas por Ana Gomes, eurodeputada do PS, que considera que "Se não for possível decretar ao nível do Conselho de Segurança, devido às posições da China e da Rússia, é altura da União Europeia se juntar aos Estados Unidos nessa matéria." entrevista ao DN 29.10.06 -http://dn.sapo.pt/2006/10/29/internacional/forca_onu_de_entrar_darfur.html

«A Carta das Nações Unidas pede que intervenham, que salvem vidas".Prémio Nobel da Paz Elise Wiesel

Links-http://www.savedarfur.org/content

- http://www.darfurinfo.org/

quarta-feira, novembro 08, 2006

Answering Machine - Screening your callers
seu jorge

a jolinha..n foi legal.n pegou bem.