sábado, novembro 18, 2006

Sugestão para a próxima semana

EMEL, famigerada empresa inútil de "jobs for the boys" que confiscou o espaço público, que se declarou como proprietária da via pública proclamando que, os cidadãos tinham que lhe pagar “protecção” para poderem estacionar os seus carros.

Ninguém me esclarece porque é que os JIPES não são bloqueados?
R: Os bloqueadores não conseguem bloquear rodas de jipes??

Para além do espectáculo formidável que é ver os mais "abastados" passearem-se na cidade?! de jipe, não correm qualquer risco de ser bloqueados.

Alguém me esclarece porque é que bloqueiam carros estacionados de forma correcta, e o carro que por acaso está em segunda fila, que não me deixa sair, não é bloqueado???


A EMEL é:

“A EMEL é provavelmente a empresa municipal que mais críticas, suspeitas de corrupção e reclamações dos munícipes tem suscitado, sem que tenha havido qualquer iniciativa de esclarecimento das situações apontadas.

1. Suspeitas de corrupção. Machado Rodrigues, o vereador que a criou e supervisionou até 16 de Dezembro de 2001, acabou por ser envolvido em alegadas praticas de compadrio na sua gestão. Jornais como o Público, demonstram que a EMEL é hoje em grande parte controlada por empresas de amigos e familiares deste vereador.




2. Substituição de Competências Municipais. É sabido que os serviços municipais são, na sua maior parte, ineficientes, despesistas e repletos de dirigentes e funcionários laxistas. Com a criação da EMEL pretendeu-se de uma forma expedita resolver o problema. O resultado foi substituir a lógica de funcionamento de um serviço público por a de uma empresa virada para a obtenção do lucro. O planeamento foi substituido por actuações casuísticas suscitadas pelo aparecimento de boas oportunidades de negócio. Faz-se não o que é necessário, mas o que permite obter rápidos retornos e benefícios acrescidos. O resultado é evidente em toda a cidade: Apesar dos enormes investimentos realizados na construção de parques, o estacionamento continua caótico.





3.Contas Obscuras. O lisboeta tem dificuldades em perceber os parcos números que a empresa apresenta sobre os seus resultados. Ao todo explora cerca de 30 parques ( alguns em fase de conclusão), 2 mil parquimetros correspondentes a 40 mil lugares. Apesar disto, em 2000 deu prejuízo, porque segundo os seus administradores a CML lhes sugou o dinheiro para tapar os buracos noutras empresas municipais.


4. Descoordenação entre a EMEL e a PSP. Um municipe é multado quando se esquece de pagar nas zonas parqueadas, mas outro que o faça, mesmo ao lado num passeio, passadeira para peões pode deixar lá o carro o tempo que quiser que não lhe acontece nada. Os primeiros são multados desde 1998 por funcionários da EMEL, os segundos estão a cargo da PSP que se está borrifando para a questão.


5. Arbitrariedade nos tarifários. A EMEL pratica um política arbitrária de tarifas, sem que nenhuma explicação seja dada aos municipes.



6. Exigências Disparatadas. A EMEL exige aos municipes que pretendam obter um cartão para estacionarem na sua própria rua, documentação que excedem os limites da razoabilidade. Os reclamações acumularam-se na DECO (Associação de Defesa do Consumidor)


7.Agência de Empréstimos. A expansão das competências da empresas acabaram-na por a transformar numa benemérita angariadora de empréstimos bancários a custo zero, para que os municípes possam adquirir os seus lugares em parques estacionamento da EMEL.



8.Destruição do Património. A construção desenfreada de parques de estacionamento pela cidade, não poupou o património. Na Praça da Figueira foi, por exemplo, destruído um bairro islâmico.



9. Novos Negócios. A nova área de negócio - os parques residenciais -, levanta mais do que nunca suspeitas sobre a forma a como o processo da construção destes é conduzido. "



in http://jornalpraceta.no.sapo.pt/emel1.htm



Perante esta realidade..


http://100-stress.blogspot.com/2006/10/como-dar-trabalho-emel.html

Pelos carros que excederam o tempo de estacionamento em 10 minutos!! e que os proprietários esperaram 2horas para os verem desbloqueados..e em relação ao autocarro que poucos metros mais à frente, estacionado em 5.ª fila cria um engarrafamento descomunal até aos cabos de ávila e NADA..vamos "fritar" o miolinho dos fiscais!

sexta-feira, novembro 17, 2006

Euromilhões





Hoje é dia de festa em Portugal. Do minho ao Algarve, das ilhas ao Continente, o português percorre frenéticamente a distância compreendida entre o seu local de trabalho e o café ou quiosque mais próximos para entregar sorridente e orgulhosamente o seu boletim do euro milhões. "É hoje" pensa o tuga depois de largar metade do seu ordenado. Hoje todos sonham. Também eu sonho, como é óbvio, e penso como seria a vida depois de ganhar o euromilhões. Jogo sempre 2 Euros. Mas como constato, eu e mais uns quantos, somos a excepção e não a regra. Vejo as pessoas entusiasmadíssimas a gastarem rios de dinheiro e a constituírem possíveis sociedades milionárias. Vejo cafés entupidos de futuros milionários. A julgar pelo que dispenderam, é quase impossível que não ganhem. É à larga. Hoje gasta-se. Amanhã passa-se fome em frente ao plasma ou dá-se uma voltinha no carro oferecido pela Cofidis. Não faz mal. Dias não são dias. Mal seria, se fosse uma doença. Mas a malta aguenta. A malta aguenta passar 1 ou 2 horitas à espera que chegue a vez para entregar o boletim. A malta só não aguenta numa pequena fila para adquirir um seguro de saúde. É de morte. É cansativo. O que interessa são os números, e aqui, no que respeita ao euromilhões, somos pioneiros, somos os primeiros. Somos os que apostamos mais. Tem que ser. Como somos os que ganhamos menos, há que fazer um reforçozinho e riscar mais uns números no boletim. Hoje não se trabalha, sonha-se. Hoje, surpreendentemente, a hora de almoço diminuíu de forma drástica de cerca de 2 horas para uns míseros 10 minutos. É meter um croquete e uma imperial e fazer uma corridinha até ao Sr. Zé. E soa o fim da jornada e...lá vai mais uma corridinha até ao Sr. Zé. E a fila aumenta, mas dias não são dias. E... já são 18:00h. Acabou-se. Alea jacta est. Agora só o destino nos dirá. O destino e a Marisa Cruz. Na TV ultimam-se os preparativos. Fazem-se contas às possíveis audiências. A Marisa retoca-se, ajeita os seus lindos seios (mais 3 pontos nas audiências) e prepara a extração dos números da sorte. Portugal aguarda ansiosamente. Amanhã é outro dia. Como diz Voltaire "as coisas são como são e tudo vai pelo melhor". É mesmo assim, e nada mais haverá a fazer do que desejar...boa sorte. Amanhã a malta esquece. Nada de mais. Umas pequenas bancarrotas, mulheres com um ou outro olho negro, um par de estalos nos miúdos, mais um garrafão de vinho...para esquecer. Paciência. Hoje é dia de festa. É dia de sonhar em Portugal.

quinta-feira, novembro 16, 2006

First Day at Work



Fratello, petiscos e mariscos depois das 18h. Encontramo-nos na cabine. E nunca um croquete e uma loira souberam tão bem. Buona Fortuna
*

Eleições no Congo



Kabila é eleito Presidente do Congo.Pela primeira vez um Presidente da República Democrática do Congo é eleito por sufrágio universal, derrotando o antigo líder rebelde Jean-Pierre Bemba.



Imagem de um cartaz de campanha do Presidente eleito Kabila.
Gary Knight / VII for Newsweek

quarta-feira, novembro 15, 2006

Uso da Internet no local de trabalho

Fruto de um trabalho académico e da pertinência do assunto resolvi abordar este tema actual e complexo,de forma sintética, focando os direitos de personalidade dos trabalhadores e a possível cessação do contrato trabalho, pelo uso da Internet no local de trabalho,sabendo de antemão que haveriam muito mais questões e aspectos a desenvolver.

A internet é sem dúvida actualmente, uma ferramenta fundamental para muitos dos profissionais.. As novas tecnologias têm um impacto decisivo na vida social e económica e também obviamente, nas relações estabelecidas entre empregadores e empregados. São apontadas como factor decisivo para o aumento de produtividade e de competitividade dos agentes económicos, potenciando também um maior controlo sobre os trabalhadores, em matéria de produtividade , na verificação da sua eficiência e apreciação da sua competência.
No entanto, o uso da Internet pode-se tornar num grave problema quando os meios ao dispor do trabalhador, servem para o seu uso pessoal de forma abusiva, como a troca de e-mails, uso do messenger ou baixar músicas de forma sistemática e em horário de trabalho. Abusos que podem tornar a equipas menos competitivas, colocando em risco a segurança de informações da empresa e que em casos extremos podem originar o despedimento com justa causa do trabalhador. O uso da Internet nestes termos, pode proporcionar uma queda de rendimento dos trabalhadores, como reduções anormais de produtividade, desleixo para com as actividades profissionais, ou mesmo a lesão de interesses patrimonias sérios da EP.
Desta forma a EP, deverá adoptar, políticas adequadas de controlo, que não provoquem o mau estar dos trabalhadores, que lhes proporcione autonomia, não adoptando conductas excessivas derivadas do poder empresarial, mas acautelando também os seus interesses.
As regras de utilização da Internet se assim a EP as entender fixar,devem ser comunicadas aos trabalhadores de forma clara e precisa, explicando os motivos das restrições, referindo que as normas a instituir visam estabelecer um bom funcionamento da rede e evitar prejuízos sérios à empresa, estabelecendo as punições, no caso das regras não serem respeitadas.
O princípio da intimidade privada, dá azo a uma utilização dos e-mails para quaisquer fins e quando estamos em horário laboral?
É um tema onde se deve evitar radicalismos de parte a parte. Os meios de controlo por parte da EP devem obeceder a critérios de razoabilidade e boa-fé, de forma a escolher os métodos que tenham o menor impacto possível sobre os direitos fundamentais dos trabalhadores, ie meios o menos intrusivos possível que sejam sempre do conhecimento do trabalhador. Sem querer entrar em matéria jurídica, apresento duas situações, ou ideias importantes a reter eventualmente.
Em primeiro lugar, os meios informáticos são propriedade da EP. Mesmo que a mesmo não o explicite, têem como finalidade única e exclusiva a execução da prestação laboral.Sendo que o trabalhador deve zelar pela sua boa utilização e conservação, mesmo que esporadicamente utilize os meios para outros fins, o que me parece perfeitamente razoável e admissível, os meios são reservados à prossecução de finalidades profissionais.
A segunda ideia eventualmente a reter é que a EP deve permitir uma certa liberdade ao trabalhador do uso dos meios, lesando o menos possível os direitos do trabalhador, realizando um controlo sobre as informações e dados em situações excepcionais, como um aumento extraordinário de custos, ou baixas significativas de produtividade.Evitar assim violar o direito de confidencialidade da correspondência do trabalhador-Art.34º CRP e a reserva da sua intimidade privada Art.16ºCT e Art 26º nº1 da CRP, com controlos individualizados e persistentes.
Tudo em prol de um bom ambiente de trabalho, evitando surpresas desagradáveis quer para os trabalhadores(sanções disciplinares e até em casos extremos o despedimento com justa causa) e intromissões excessivas na sua esfera privada, quer para a EP com a lesão séria dos seus interesses patrimoniais.

Fontes-Pareceres da CITE(Comissão para a igualdade no trabalho e no emprego)
-Princípios CNPD(Comissão Nacional Protecção de dados)





Dans Paris-Em Paris


Como é referido habitualmente pelo meu camarada, amigo, palhaço de crónicas, não entremos em análises pormenorizadas acerca dos filmes que vemos e deixemos isso, então, para a crítica especializada, aquela crítica habituada a ir "trabalhar" aos Festivais de Cannes. Christophe Honoré presenteia-nos com "Dans Paris", onde nos conta a história de dois irmãos Guillaume(Romain Duris) e Jonathan, (Louis Garrel), ao longo de um dia intenso e recheado de revelações..que vai avançando lentamente... e a actuação sensual,fugosa, da voluptuosa Joana Preiss(Anne)..paixão violenta de Guillaume..(a rever em futuras actuações). O filme abarca um cruzamento de géneros cinematográficos..musical, comédia e o melodrama, o que o torna ainda mais sedutor e despreocupado..sem esqueçer o envolvimento com as personagens.As imagens e cenários da Paris invernosa, transporta-nos para um cenário "ideal" de tristeza e solidão de Guillaume, mas igualmente para o cenário Dom Juanesco, excêntrico e lisongeiro do seu irmão Jonathan..que ao sabor das oportunidades, encanta as indefesas damas parisienses com o seu charme duvidoso.
Em destaque, a banda sonora do filme, de Alex Beaupain, com temas como hand shakes, interpretado por Metric e Flavor, interpretado por Girls in Hawaii.Boas escolhas, que dão
carisma às cenas e nos levam a estar embuídos nas personages do filme . De realçar a cena em que a personagem de Duris, se encontra só no quarto a cantar o tema Cambodja de Kim Wilde, arrepiante..de uma proximidade incrível com a personagem, recordando, tempos da sua vida,mais despreocupados, sem sofrimentos amorosos violentos..expulsando as más energias que o impelem ao suicídio.
...Em especial, assinalar,por fim, a interpretação singular de Joana Preiss e Romain Duris no tema Avant la haine, durante uma conversa telefónica apaixonada, terna e desesperada em que cantam um para o outro.Amor em estado bruto.Delicioso e tão ausente dos nossos dias..!Só por essa cena íntima vale a pena..mas fundamentalmente pela performance dos actores. .em especial o nosso querido Romain Duris..esse louco, que nos aliciou a passear pelo espaço comunitário!

Sade - The Sweetest Taboo

Little Miss Sunshine



Sobre este filme o meu companheiro de crónicas já falou. Mas como tenho sempre "muito para dizer ao mundo", gostaria de partilhar convosco, leitores atentos deste espaço demoníaco, a minha opinião acerca desta história, que me fez chorar de tanto rir como um perdido. Aqui no cinema da minha terra qualquer dia já não me deixam entrar, tal é o "power" da minha gargalhada. Mas não aguento, e muito menos aguentei a ver Little Miss Sunshine. Não querendo correr o risco de me tornar repetitivo, mais uma vez gostaria de deixar aqui o meu protesto acerca de quem quem faz a tradução dos filmes, e em concreto no que concerne aos títulos. Pois em português, o filme foi baptizado como "Uma família à beira de um ataque de nervos". Nada mais posso fazer do que lamentar profundamente esta anormalidade. No âmbito pessoal, tenho, pois, o direito de discordar acerca do tema do filme, isto é, a família disfuncional. Para mim esta família pouco tem de disfuncional, bem pelo contrário. Já sabem que não gosto muito de aprofundar acerca dos filmes que vejo. Para isso podem contar com os críticos da imprensa especializada. Refiro-os aqui apenas para vos incentivar a levantar o cú da cadeira e marcharem até à sala mais próxima. Apenas vos conto a essência do filme. E este, realmente, encantou-me. Conclusões??!! Disfuncionais são os que andam perdidos neste mundo, os que pensam que tudo vai mal, os que imaginam que tudo vai contra a maré e os que teimam em afirmar que nem sempre existem soluções. Que eu saiba apenas não há solução para a morte. O filme capta, isso sim, a essência da verdadeira família. Como todos se desentendem mas como, em momentos menos agradáveis, todos se unem em torno da mais sólida instituição social. Disfuncionais são as outras famílias, em que os pais projectam nos filhos as suas frustrações, utilizando-os como marionetas para atingir os seus fins, criticando os que se divertem e os que são verdadeiros, estas mesmas pessoas que criticam a normalidade, que pregam moral na rua mas que levam no cú em casa. Bom, espero que vejam Little Miss Sunshine e depois entenderão esta salganhada que acabei de postar aqui.

terça-feira, novembro 14, 2006

Gostava de ter escrito isto

"Quando a gente pensa que a Igreja Católica se conformou definitivamente com a separação entre a Igreja e o século, entre a lei divina e a lei humana, entre deus e césar, logo há-de vir um bispo de antanho estragar tudo. Agora é o arcebispo de Braga que nega ao «poder constituído» (isto é ao Estado) o poder de despenalizar o aborto, porque este é um crime «por natureza».Já houve um tempo divinocrático, em que a Igreja tinha o poder de decretar o que era crime, e entre os tais "crimes naturais" encontravam-se o judaísmo e todas as demais "heresias", a feitiçaria, a sodomia, a blasfémia, etc. etc. Só que num Estado soberano na ordem temporal -- em que a Igreja só é competente na esfera religiosa --, e além disso democrático, quem define os crimes são os órgãos legislativos competentes ou os cidadãos, directamente (em qualquer caso, nos limites da Constituição, que não proíbe a descriminalização do aborto).A aceitação desse "poder constituído" faz parte naturalmente dos deveres de todos os cidadãos, incluindo os bispos. Fulmine a Igreja o aborto com as armas que tem, se assim o entender. Mas respeite, como é sua obrigação, a liberdade do poder civil no exercício das suas atribuições. É assim tão difícil?!" Vital Moreira, Causa Nossa 14.11.06
Bande-annonce DANS PARIS le film de Christophe HONORE

Soundtrack fantastique..Romain aussi!

Ena Ena... Ordenado Novo


Não prestei muita atenção ao congresso do Partido Socialista. Tenho pouco tempo e paciência para ver um grupo de "bacuradeiros" de papo para o ar. Aliás, não havendo concorrência na disputa da liderança, já se sabia à partida que dali não saíria nada que prestasse. Mas do pouco que vi, foi o suficiente para me deprimir. Por favor, Sr. Primeiro Ministro!!!! Parti-me todo a ver a sua cara de satisfação ao anunciar o aumento do ordenado mínimo para 400 Euros. Contas feitas e vai dar praticamente ao mesmo. Súbida irrisória. Mais uma vez envergonho-me do governo que tenho. Mais uma vez ficamos na cauda da Europa. Mais uma vez estamos sujeitos a ser ultrapassados pelos países do Leste. 400 Euros. Será que o Sr. Primeiro Ministro tem a noção do que é viver com 400 Euros por mês? Nem chega para meia dúzia de idas ao super mercado. Aliás, poucos dos leitores deste espaço do degredo saberão o que é viver com esta módica quantia. Olha, eu já tive o "privilégio" de esticar esta exorbitância durante muito tempo. Não, não dava para chegar ao fim do mês. E eu sou apenas um. Imagine-se as casas com 4, 5.... e por aí fora. Na minha modesta opinião, teria ficado melhor ao Sr. Primeiro Ministro aprovar a medida como sentimento do dever cumprido e não como triunfo de uma campanha enganosa. Se fosse um dos "felizes" contemplados com esta excêntrica quantia, ficaria mais satisfeito ao consultar o meu extrato bancário e constatar que tinha um aumento do ordenado. Mas assim, como um triunfo politico, sentir-me-ia enojado. E mais enojado me sinto ao saber que o patronato considera que é uma subida demasiado rápida. Pois é rápida, agora que estão acostumados a terem os trabalhadores a custo ZERO. Realmente, este país parte-me todo. E o fundinho cada vez mais perto.

Onde já vi eu isto?


Só quero ir jantar ctg fora.


"Então, tás pronta?


Não. Tens pressa?já acabou a bola não é?perderam não?


Não. Tá a dar ainda.Tenho fome..são 10..já bebiamos um aperitivo.


São 10? e então..?


Então? . O restaurante. Não sei bem onde é..e tão à espera.Se calhar vou à cozinha..


Fazer? ..não íamos jantar fora?


(1ºsuspiro) Nada. Sim.Essas quatro não se calam?


Porquê incomóda-te?


Não. Só me dão é mais fome.


Pois..pensas em mais alguma coisa, em mim por exemplo, em nós?


Penso.Mas não agora.Vamos?


Vamos.Espera.


Hoje?


Porquê não queres ir, é?já podias ter dito, não?


Quero.(uivar)


Estas calças..ficam bem?


Ficam joia.


A sério? Não me fazem gordíssima?


Não.(risos) Estão óptimas.Vamos?


Tás-te a rir de quê?Não gosto delas. Vou trocar.Espera, que coisa.


Linda!


Ok.Estás..?


Bom, estavas melhor com as outras, mas ficam-te bem.


Com as outras? Não.Vou trocar. Tenho que estar o máximo..afinal ir jantar fora..é de ano a ano.


F0#$"&


Disséste alguma coisa?


Não. Tás pronta?


Não.Espera, que impaciente!Estas mais claras, o que achas?melhor jeans?ainda vamos de igual..já sei como ela é.


Tás óptima!


Não acho nada..fica mal com a camisola verde escura.. Só sabes dizer que estou óptima?


Por favor..


Por favor, o quê? Mas tás parvo?


Vamos?


Agora. Tou gira?


Olha .. acho que essas te ficam demasiado apertadas,e essa cor.. e ficas com o rabo demasiado..bom, enfim.


Ok, vamos então? Tou cheia de fome.."

domingo, novembro 12, 2006

Operações Stop



Esta foi por um pintelho de uma velha...se conduzir não beba.

Despenalização do aborto depende da vitória do "sim" no referendo, diz Sócrates

O secretário-geral do PS, José Sócrates, comprometeu-se hoje a apenas aprovar a despenalização do aborto caso o "sim triunfe" em referendo, independentemente do resultado da consulta ser vinculativo ou não.
"Vou ser o mais claro possível nesta matéria. A posição do PS só pode ser uma: só aprovaremos a lei se o sim tiver mais votos do que o não", disse José Sócrates no seu discurso de encerramento do congresso.O secretário-geral do PS frisou que "bastará um voto" a mais do sim do que do não para se aprovar a nova lei de despenalização do aborto, mas advertiu que "é preciso esse voto"."Se isso não acontecer, respeitaremos o resultado do referendo e não aprovaremos a lei que propusemos", declarou, contrariando a tese defendida em congresso pela ex-dirigente socialista Helena Roseta e pelo ex-candidato presidencial Manuel Alegre.Helena Roseta e Manuel Alegre defenderam ontem, no congresso, que se o resultado do próximo referendo não for vinculativo, independentemente de ganhar o sim ou o não, o PS deveria aprovar no Parlamento uma lei de despenalização do aborto.No entanto, de acordo com José Sócrates, "o PS não pode ter duas caras, uma para o sim e outra para o não"."O referendo é para respeitar, quer ganhe o sim, quer ganhe o não", frisou o líder socialista, deixando ainda uma crítica indirecta às posições de Alegre e de Roseta."Muito me espanta que haja quem esteja permanentemente a dar lições sobre a importância da democracia participativa e esteja tão disponível para, na primeira oportunidade, desprezar o resultado de um referendo popular. A democracia participativa é para levar a sério, não pode ser uma questão de conveniência ou de oportunidade", declarou."Nós vamos votar contra a pena e a ameaça de prisão para as mulheres. Vamos lugar contra o aborto clandestino e por uma alternativa legal, com garantia de condições de saúde e de dignidade para as mulheres", declarou Sócrates sobre os objectivos no PS no próximo referendo.O líder socialista sublinhou depois que "não se trata de liberalizar o aborto", mas, antes, de "alargar as excepções já previstas na lei, despenalizando a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado"."Em democracia ninguém pode estar convencido antecipadamente que vai ganhar. Partimos para este referendo não com a certeza da vitória, mas com a certeza de que esta causa merece a vitória", acrescentou. Público 12.11.06

sábado, novembro 11, 2006

Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra - Unza Unza Time

O som que me parte todo e que me faz rir como um perdido. Que caos... É pra partir tudo