
A mulher taberneira é, lamentavelmente, uma espécie do sexo feminino que se encontra em vias de extinção. São aquelas mulheres que nos fazem rir como uns perdidos e cuja companhia torna a existência do homem, também ele taberneiro, muito mais agradável e divertida. Não vamos, no entanto, associar o conceito de mulher, em toda a sua forma mais bela, ao conceito de taberna. A única associação possível diz respeito ao estado de espírito e não à terrível imagem de uma mulher a arrastar-se pelo balcão de uma taberna, encharcada em tinto. Nada disso. A mulher taberneira é querida, fiel aos seus princípios, sabe aproveitar a vida ao máximo, não se chateia com nada, ou pelo menos com muito, diverte-se com os amigos, gosta de tomar copos, às vezes para saborear, outras vezes para descomprimir. Quando sai à noite, fá-lo para descontrair, para esquecer a sua atribulada semana, para rir até saltarem peças, para dançar até cair, e claro, para caçar a sua presa. Nunca sai para ser vista. Não é daquelas, como há muitas, que levam a noite toda a mamar na mesma cerveja, que se preocupam com a opinião das outras pessoas, e na maioria dos casos nem as conhecem, não é daquelas que apenas sai com as amigas, daquelas que levam a noite toda em grupo, qual fortaleza feminina, a "cuscar" o alheio, a olhar mais para as outras mulheres, para o que trazem vestido e para o tamanho dos peitos, mais do que olham para os homens. Não, a mulher taberneira não é desse tipo. Não está mesmo para aí virada. A mulher taberneira não atura merdas e, muito menos, gajos mal acabados. Se o namorado é daqueles que dá mais valor ao carro do que à namorada, se a chateia porque não sacudiu os pés antes de entrar, ela simplesmente manda-o parar e sai do carro. A mulher taberneira não precisa disso. Anda de taxi, ora bem. É conversadora. Não a vemos apenas a trocar olhares. Nada disso. Fala e sabe do que fala. Não discute futilidades, nem gosta de quem as discute. Fala sobre o concreto, de uma forma divertida e descontraída. Gostava que todas as mulheres fossem assim, como a mulher taberneira. Infelizmente cada vez há menos. Só aparecem as parvalhonas, as que não se sabem divertir, que não têm poder de decisão sobre nada, que não sabem o que querem, as que só se preocupam com a opinião dos outros, que acham que tudo está mal e, se olhamos para elas e as elogiamos, ainda ficam ofendidas e chamam-nos de ordinários. Volta mulher taberneira que fazes aqui falta.





Tá quase. Aguardo ansiosamente a próxima aventura de 007. É já no fim desta semana. Crescemos a ver o Agente Secreto do MI6 ao Serviço de Sua Majestade. Vibramos com as suas aventuras, ficamos loucos com as Bond Girls e sonhamos com os locais por onde Bond passava, já para não falar nos fabulosos Gadgets concebidos por Q. O Aston Martin DB5 era o máximo. Bem, aguardarei o visionamento desta nova aventura com novo actor para vos deixar aqui um testemunho mais elaborado. Agora foi só um gostinho. Mas já posso adiantar que o herói não morre nesta aventura. Aliás, se James Bond algum dia morrer, com toda a certeza será de SIDA. Com tanta conquista, com cenas intensas de amor louco, será que 007 tem tempo de por a camisinha?







