terça-feira, dezembro 05, 2006

The Devil Wears Prada



Fui ver "O Diabo Veste Prada". Gostei. É levezinho. Ideal para recém licenciados à procura do primeiro emprego, fanáticas por roupa e malas e para recém licenciados à procura do primeiro emprego que o encontraram e que começam a perceber que afinal há vida para além do trabalho. Talvez um upgrade de "Prêt-à-Porter" mas dando mais foco à vida pessoal do que propriamente ao mundo da moda. Bom desempenho de Merryl Streep e da lindíssima Anne Hathaway (para quem não se lembra, entrava naquela chachada de domingo à tarde, "O Diário da Princesa"). Boa escolha dos secundários. Dão ar de gente normal com quem nos podemos identificar. Igualmente do cromo com ar de "bonitinho" para desencaminhar a pequena. Desses há por aí aos molhes. Fogo de vista para encantar as gatas, mas conteúdo: zero. O pior do filme foi mesmo o casal de brasileiros que escolheram os meus lugares para ver o filme à pala - "oi, oi, oi..." e perceber que, aqui no meu cantinho, já chegaram os baldes de pipoquinha e a meia litrada de coca cola. Que saudades do Monumental.

domingo, dezembro 03, 2006

Noitadas, copos e...o dia seguinte





Sexta Feira. São oito da matina. Toca a levantar para mais uma jornada de trabalho. Meu Deus, que seca! Mas eis que nos passa algo pela cabeça. Sim, é sexta, dia de noitada. Ó...agora o caso muda de figura. É um rápido despertar. Pequeno almoço reforçado, roupita mais pró "casual" e uma louca vontade de que o dia passe rapidinho. A disposição é outra. E se o "mal disposto profissional" vem com cenas..."esquece meu. Faz-te à vida e não me chateies." Começa a troca de mails para os amigos. "Como é logo então? Jantarinho primeiro? Ah pois. É da maneira que já vamos mais carregadinhos." Almoço, também ele reforçado. A noite promete e temos que fazer a acamação do estomago. E já vamos na tarde. "Da-se...que este dia não há maneira de acabar." E depois veem os chatos. Sim, os que não têm vida própria. Os que passam a vida no escritório. Estão sempre prontos a dificultar. Arranjam sempre maneira de nos empatar a vida com os problemas de última hora. Impossível. "Men!!!! É sexta. Sai dessa lama!" Ok. Finalmente chega o fim de semana. "Xauzinho. Vou bazar. Divirtam-se." E saímos com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que deixamos os enconados furiosos. First stop: croquete e imperial na tasca mais próxima. É que já regressamos a casa mais confortaditos. Abrem-se os guarda roupas de Portugal. Sim sim, há que escolher a indumentária apropriada. Os homens escolhem a camisa que mais os favorecem. Calça larga e ténis da moda. As mulheres...bom, as mulheres há muito que iniciaram a batalha da produção. Não faz mal. É assim que gostamos delas. Saem à rua com todas as suas armas. A competição é muita. Há que estar mais produzida do que "aquela cabra". E chega a jantarada. Os primeiros 15 minutos são para descomprimir. Trocam-se as boas e as más jogadas da semana. "Esqueçam mas é isso. Vou mandar vir um jarrinho." E vem um, e dois, e três, e umas imperiais, e... "é melhor encomendar-mos. Tou cá com uma fome!!" E continua a roda viva. Ele é tinto, branco, verde, rosé. Elas são Sagres, a Super, a Carls. Cafézinho, ora bem. "E um whisquizinho, não? Ou uma CRF. Vamos a isso. Dias não são dias". E a esta hora já todos rimos como uns perdidos. São risos e abraços, disparates atrás de disparates. Tão bem que sabe. "Então e agora, vamos onde?" É a corridinha das tascas. Um copo aqui, outro ali, mais uns quantos acolá. E a razão abandona-nos. Paciência. É sexta feira. Lá pelas três da madrugada começam os desencontros. Não faz mal. Cada um sabe de si. É a disco. Pulamos, dançamos, bebemos, dançamos, bebemos. Tem que ser. Faz parte. E depois escolhe-se a caça. Fazem-se as tentativas, esgotam-se os argumentos. "Vá lá, só hoje!" Bebe-se mais qualquer coisinha e curte-se o belo som. "Grande noite. Sim senhor." Tá a acabar. O sol já quase espreita. Come-se uma porcaria. São muitas horas de copofonia. Discutem-se teorias. Somos senhores da razão. O contrário!!?? Impossível. "Nada disso." Parte-se a loiça e depois, casinha. Meu Deus. E o dia seguinte. É aquele melão, a nausea, a corrida ao Guronsan. É aquele pensamento que não falha, "poo, noites destas nunca mais." É o dia da ronha. Um apetite desmedido. A troca de telefonemas. "Não acredito! Mas eu fiz isso? Disse mesmo essas cenas? Que vergonha." E rimo-nos das figuras que fizemos, das asneiras que dissemos. Paciência. As noites são mesmo assim. Ficar em casa a "anhar" é que não dá com nada. Prá semana há mais. Tem que ser.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Ho paura!!!

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Ainda para os pequeninos...


Aproveitando a dica do meu companheiro de crónicas, lembrei-me desta maravilha da pequenada.

Magazine infantil


Sítio do Pica-pau amarelo



Marmelada de banana
Bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão beloooooo
Sítio do Pica-pau amarelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Rios de prata piratas
Vôo sideral na mata
Universo paralelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Sítio do Pica-pau amarelo
No país da fantasia
Num estado de euforia
Cidade Polichinelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Sítio do Pica-pau amarelo
Sítio do Pica-pau amarelo (...)

quarta-feira, novembro 29, 2006

Cavaco Silva convoca referendo sobre a IVG para 11 de Fevereiro

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva anuncia esta noite, a convocação do referendo sobre a (IVG) Interrupção Voluntária da Gravidez, para o dia 11 de Fevereiro de 2007.

Após envio da proposta socialista para o Tribunal Constitucional(TC), a 15 de Novembro, sendo aprovado por sete juízes, teve o voto vencido de seis outros.

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" foi a pergunta aprovada pelo TC.

Sobre o aborto, na entrevista conduzida por Maria João Avillez recentemente (em que a jornalista não esteve à altura do entrevistado) , Cavaco Silva nada disse senão que iria reflectir sobre a convocação do referendo.

Reflectiu. E bem.

Mas não será chato???


Serve este post apenas para levantar a questão. É que estava agora a ver as notícias e o senhor da televisão disse que a Fátima Felgueiras tinha sido acusada por mais 14 crimes. Não quero difamar, mas acho que foi isto que ouvi. Mas pergunto: fará sentido acusá-la de alguma coisa? Mas não será uma maçada? Valerá a pena o incómodo? É que acaba por ser um transtorno para a senhora. E tão boazinha que é!

terça-feira, novembro 28, 2006

E continuamos a ser enxovalhados...


Os preços do petróleo atingiram o seu máximo histórico em Julho de 2006. No entanto, e passados quatro meses, o valor do ouro negro já baixou 28%. Significa isto que o custo do barril de crude passou de 78,40 USD para 59 USD. Boas notícias para o consumidor, correcto? Não será bem assim. São boas notícias para alguns consumidores, menos para os açorianos. Isto porque no dia (hoje) em que é anunciada mais uma descida do petróleo, o Governo anúncia alegremente uma subida de 20 Euros nas tarifas de avião entre os Açores e o Continente. Como se já pagassemos pouco, entenderam os socialistas que "mais nunca é demais" e que deveríamos passar a pagar mais 20 euritos por passagem aérea. Falando em números reais, significa que passaremos a pagar cerca de 260 Euros por bilhete de avião. Amigos do Continente, têm que começar a fazer uma "vaquinha" para ver se o Xiquinho os visita. É que com preços desses... E o mais engraçado é que esta subida de 20 Euros anunciada pelo governo, teve como justificação, e passo a citar, "uma taxa adicional devido ao aumento do preço dos combustíveis". Enfim! Os açorianos continuam a ser enxovalhados pelo governo socialista. Até já se fala num aumento do I.V.A. E porque não? Já agora! Já que pagamos brutalidades sobre produtos que aqui chegam. Pagar mais qualquer coisinha... Mas a coisa não anda mal só pelos Açores. O discurso eleitoral do senhor Primeiro Ministro, que muito nos encantou, já era. Novamente, ouço falar em co-inceneração lá prós lados da Serra da Arrábida e o Ministro Mário Lino anúncia, a espumar da boca como um Boxer, que a Portela vai expandir-se nos próximos 7 anos, que se vão gastar alguns milhões de Euros e que depois disso destroi-se tudo e constroi-se a OTA. Claro que, e mais espumava ainda, referiu que o atraso é por culpa de governos anteriores. Pois digo que este Governo está pela hora da morte, que são todos uma cambada de aldrabões e uns fala barato. Claro que no meio desta salganhada toda, não queria esquecer de referir a vida triste do Major Valentím Loureiro e do Narciso Miranda, que, coitados, têm cartões de crédito com plafond de 1250 Euros para despesas de representação por serem Administradores não executivos da Metro Porto, quando uma grande parte dos portugueses recebe um salário mínimo que não chega aos 400 Euros, e os elogios do Presidente da República ao governo socialista. E quanta palmadinha nas costas! Desceu muitos pontos na minha consideração, já para não falar na crise que criou no partido que o apoiou. Da maneira que as coisas vão, com Portugal a bater no fundo, começo a olhar com outros olhos para D. Duarte de Bragança. Não sei!!! Apetece-me.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Brindemos com uma CRF


Brindemos à amizade. E que secura me veio agora. Meu Deus, que néctar! Vão duas na Tasca do Jorge. E vão quatro na Adega Torrini. Mais uma na Cervejaria de Belém e, quantas mais irão no Escritório! Aqui neste meu cantinho são poucos os que a apreciam. Sozinho também não posso. E também, fora do contexto, não sabe a nada. No outro dia tentei. Nem me aqueceram o copo. Que desgraça. Ai D. Carvalho Ribeiro Ferreira... O que já nos rimos como uns perdidos à sua custa. O próprio ritual da preparação, a longa espera e a sede que provocava. Esfregavamos as mãos ansiosamente. Que maravilha. Mais um golinho mais uma crítica. Uma ode às gentes boas, uma dissertação sobre o ócio, uma paródia à portuguesa, uma preocupação social. Começavamos, então, a entrar no limiar da realidade. O óbvio tornava-se complicado, o certo errado, mas todo o ridiculo divertido. Os verdadeiros taberneiros. Com classe e com estilo. Que bela degustação. A promessa de uma nova garrafinha. Não faltará muito, ora pois. Mais uma. Não faz mal, só hoje. Dias não são dias. Vamos só ver.

Cartoon

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domingo, novembro 26, 2006

Depeche Mode - Just Can't get Enough
Seu Jorge - São Gonça

sábado, novembro 25, 2006

By the rhythm of your song


Badi Assad cantora e violonista brasileira,está em definitivo de volta ao Brazil, depois de uma bem sucedida carreira internacional, como vituosa do violão. E que regresso! Nos últimos dois anos, desenvolveu o canto e aos poucos foi reduzindo em disco os intrumentais."No Brasil, no início dos anos 90, ninguém queria uma instrumentista. Não conseguia falar com nenhuma gravadora", recorda.
Em 1998, um problema na mão obrigou-a a ficar dois anos sem tocar. "Foi um choque. O que eu iria fazer? Foi nessa fase que o canto veio mais forte. Tive de descobrir outra forma de expressão porque o violão já não estava lá. Só que o canto acabou conquistando um espaço muito grande no meu coração. Já não me vejo fazendo só música instrumental."Todos os discos começam com uma lista enorme de músicas de que gosto, minhas ou não." Em Verde, por exemplo, cabem temas dos U2, Bjork ou Yann Tiersen, ao lado de Luis Gonzaga e Toquinho.

Em Wonderland, o mais recente exemplo da sua evolução, Badi decidiu fazer uma viagem com Alice ao outro lado do espelho. "Só que Alice descobre que aquele universo, aparentemente lindo, não tem só pessoas bacanas. Num olhar profundo, são todos um bando de loucos", explica. No disco, fala da violência doméstica, do alcoolismo, da prostituição, da violação. "A gente está crescendo tecnologicamente mas como ser humano está muito lá atrás", denuncia.
Com o som do violão e a produção de Jacques Morenlenbaum, Badi Assad criou a sua própria "terra das maravilhas". E, para mostrar que nem tudo é mau no mundo, termina o álbum com Estrada do Sol (de Tom Jobim e Dolores Duran): só que a voz da esperança que pede "me dê a mão, vamos sair para ver sol" não é da Badi actual, mas a de Badi quando tinha apenas quatro anos.
O conhecido samba "Vacilão", com o poderoso Seu Jorge, mostra-nos um dueto irresístivel numa simbiose perfeita.
Outra recuperação é o sucesso do grupo britânico Eurythmics "Sweet dreams" que é, segundo a cantora, "uma letra de equilíbrio, que fala de igualdade".
"O espaço conquistado fora do Brasil tem de ser cuidado. Vou continuar viajando. Minha gravadora é alemã e estou com agente nos EUA, é uma conquista muito saudável. Agora a conquista do coração é aqui"

O seu 7º disco, o seu mais recente Wonderland é inesquecível e com um cunho pessoal inconfundível.Elisa Lucinda e Seu Jorge como convidados especiais,Sweet Dreams dos Eurythmics, 1000 Mirrors dos Asian Dub Foundation, tornam este disco único.Para consumir do princípio ao fim.Curtam-no!