Sempre imaginei, e penso que não tenha sido o único, como seria ir na rua e deparar-me...comigo. Embora esteja cientificamente provado que, exceptuando os gémeos siameses, é impossível que exista alguém igual a nós, acho provável que, na imensidão deste mundo louco, possa haver uma alminha com a mesma feição do que a minha. Mas sei que não será fácil encontrar, e para vos ser franco, acho que seria assustador. Fiquemo-nos pelas parecenças com as celebridades. Já me têm dito que sou parecido ao Marlon Brando, mais em concreto à sua famosa personagem Vito Corleone - O Padrinho. Uma vez que é um dos meus filmes de eleição e que sou um "doidinho" por tudo o que concerne à Máfia, tomo a parecença como um elogio. Mas como eu, existem alguns com o mesmo nome. No outro dia conheci o outro eu. Num almoço em casa de amigos, sou apresentado a um senhor que me diz "olá! Como está? Francisco Amaral". E eu intrigado a perguntar-me como raios sabia o homem o meu nome, se nunca o tinha visto. "Muito gosto em conhecê-lo. Francisco Amaral", disse eu. Situação caricata. Seria normal se fossemos os dois portugueses. Mas não. O outro eu é brasileiro, anda na casa dos 50, é ligeiramente mais baixo e é um conceituado professor de Direito de uma universidade do Rio de Janeiro. Divagações amigos, divagações.segunda-feira, maio 12, 2008
O outro eu
Sempre imaginei, e penso que não tenha sido o único, como seria ir na rua e deparar-me...comigo. Embora esteja cientificamente provado que, exceptuando os gémeos siameses, é impossível que exista alguém igual a nós, acho provável que, na imensidão deste mundo louco, possa haver uma alminha com a mesma feição do que a minha. Mas sei que não será fácil encontrar, e para vos ser franco, acho que seria assustador. Fiquemo-nos pelas parecenças com as celebridades. Já me têm dito que sou parecido ao Marlon Brando, mais em concreto à sua famosa personagem Vito Corleone - O Padrinho. Uma vez que é um dos meus filmes de eleição e que sou um "doidinho" por tudo o que concerne à Máfia, tomo a parecença como um elogio. Mas como eu, existem alguns com o mesmo nome. No outro dia conheci o outro eu. Num almoço em casa de amigos, sou apresentado a um senhor que me diz "olá! Como está? Francisco Amaral". E eu intrigado a perguntar-me como raios sabia o homem o meu nome, se nunca o tinha visto. "Muito gosto em conhecê-lo. Francisco Amaral", disse eu. Situação caricata. Seria normal se fossemos os dois portugueses. Mas não. O outro eu é brasileiro, anda na casa dos 50, é ligeiramente mais baixo e é um conceituado professor de Direito de uma universidade do Rio de Janeiro. Divagações amigos, divagações.sexta-feira, maio 09, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
domingo, maio 04, 2008
Histórias de merda
Perdoem-me os assíduos leitores deste espaço, pois, para escrever este post, impos-se uma ligeira descida do nível da linguagem a que vos habituei. Coisa pouca caríssimos. Tomemo-la apenas como vulgar calão. Ora bem! Todos temos histórias de merda para contar. E quando falo em histórias de merda não me refiro a um ou outro dia da nossa vida com episódios menos agradáveis. Nada disso! Refiro-me à merda, e aos seus sucedâneos, na sua mais pura essência. Por mais educados que sejamos, sempre nos acompanharam, desde a tenra idade, episódios e histórias que concernem a esta dúbia substância, que nos causa tanto prazer quando a expelimos, e tanta repugnância quando, por uma ou outra razão, com ela somos confrontados. Porcaria à parte, sempre nos rimos com este tema. Senão veja-se. Quando era puto, ria-me como um perdido com os "flambés" que o meu irmão mandava. Até então, vivia intrigado com o mistério que envolvia uma ou outra cueca queimada que aparecia na minha gaveta. Mas no que respeita à arte do "flambé", conheço um verdadeiro artista que, já na idade adulta, tinha o inesperado dom de, a meio de um jogo de cartas, baixar as calças e atear um fogo dos diabos, tal era a intensidade do gás expelido. Brincadeira de rapazes. Claro que, brincadeiras como esta, aconteciam e acontecem com as meninas a kms de distância. É que nem lhes passa pela cabeça as asneiras que um grupo de rapazes é capaz de praticar. E espaços fechados? Quem nunca sentiu uma louca vontade de correr para o WC mais próximo, dois minutos depois de entrar num espaço apertado? Neste campo as livrarias são campeãs. As antigas, claro. Enquanto percorria os aperdadinhos corredores das livrarias, foram poucas as vezes em que não senti aquele arrepio, ou chamamento, como lhe quiserem chamar, para agarrar num livrinho e deleitar-me com uma leitura de merda (também conhecida como leitura de casa de banho). Claro que, nas modernas livrarias de hoje, como a Fnac ou a Byblos, o espaço é mais largo, permitindo a livre circulação da flatulência. Mas há mais. Sempre admirei os artistas de merda. Sim, aqueles que durante o acto de obrar, nos presenteiam com verdadeiros escritos, ou mesmo pinturas, nas portas das casas de banho públicas. Frases como "lá fora és um herói mas aqui borras-te todo" tornaram-se um verdadeiro clássico. E nas mais distantes casas de banho, como em Zabreb, Croácia, lá estava o dedinho português com um imponente "Viva Portugal." Ainda longe da capital, recordo com saudade uma cena em que um amigo meu se "peigou" à entrada de uma festa onde não conheciamos quase ninguém. A única alternativa para safar a situação, era um solitário lenço que foi oferecido a muito custo pelo nosso constipado amigo Pato. Deste meu amigo, também é famosa uma história de merda, em que, numa situação de emergência, verificando-se a falta de uma suave folha de papel higiénico, teve que se desenrascar com uma das antigas moedas de 50 Escudos. Uma das minhas histórias de merda aconteceu num café em Roma. Há falta de alternativa, tive que me acomodar com uma latrina rasa, coisa que imaginava apenas existir nos campos de concentração. E que mau jeito, meus caros leitores. Mas a rainha de todas as histórias de merda foi-me contada por um amigo que trabalha numa conhecida instituição bancária. Contou-me este amigo que o seu chefe se trancou durante mais de uma hora na casa de banho da dependência. Terminada a obra, saiu, orgulhoso, e trancou a porta do WC para que ninguém ousasse, sequer, desdenhar do que lá acontecera. Cinco minutos depois, ouvem-se gritos de horror, soltados por uma das colegas. Vindo por baixo da porta da casa de banho, um rio transportava o produto de hora e meia de esforço e deleite. E como corou. Imaginam o filme? Pura comédia. Enfim, histórias de merda!terça-feira, abril 29, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
A histeria do calor
O calor. Como Júlio César nas suas conquistas, chegou, viu e venceu. Bastou o sol mostrar um arzinho da sua graça para que, na última sexta feira, todo o país se sentisse mobilizado para levantar o cú do sofá e ir para a praia mergulhar as ideias. Gostei. Imaginar o Colombo ou o Almada Fórum invadidos por uma onda de ar puro, fez com que eu esboçasse um sorriso de alguma satisfação. Foi a histeria colectiva. Famílias inteiras rumo ao Algarve e à Caparica. Vi carros que levavam o mundo. Pais, filhos e avós, boias, braçadeiras e cãezinhos, lanches práticos ou verdadeiros banquetes de beira de estrada, tudo e mais alguma coisa foi transportado para a costa de Portugal. E quando digo costa não me refiro só às praias ou à Caparica. Não senhor! Enquanto fazia o meu jogging de domingo à tarde, cruzei-me com muitos veraneantes de Abril, que foram molhar o pézinho ao cristalino mar da Cruz Quebrada. Verdadeiros criativos, que se faziam acompanhar de sacos de carvão e de grelhadores portáteis, aquilo a que eu chamo "um kit do caraças," e de algumas dezenas de grades de "mines". Mas quando falo em histeria colectiva de corrida às praias, atinjo o climax sempre que passo na praia de Carcavelos em dia de calor. Aquilo sim, dá gosto ver. Enquanto atravesso a recta da praia no meu "boguinhas," consigo visualizar a enorme "nata" que envolve os caros banhistas. Chamo "nata" à mistura composta por toneladas de protector solar, gel, desodorizante e uma ou outra gotinha largada por alguém mais descuidado. Também aprecio com gosto as muitas excursões que ali fazem paragem obrigatória. Na única vez que resolvi ir à praia de Carcavelos, fui logo adoptado por uma família de 12, que não hesitou em colar as suas toalhas à minha. Claro que estou a ser mauzinho e a exagerar. Eu também sou um histérico da praia, e neste fim-de-semana não fugi à regra. Bem pelo contrário, fiz um roteiro à maneira, com direito a petisco e tudo. A diferença é que sou um histérico organizado, e faço trinta por uma linha para evitar multidões. E também levo farnel. Encontrei um saquinho-frigorífico que leva 6 "mines" com uma classe que só visto. Não devia estar a dizer isso, mas como sou amigo, informo que Tróia não tem tanta maquinaria do Belmiro como imaginávamos. Bons mergulhos camaradas!terça-feira, abril 22, 2008
Em todas as ruas te encontro...
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Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
quinta-feira, abril 17, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
A moda do GPS
De há uns tempos para cá, sinto que partilho as estradas com um considerável número de corcundas. Contudo, a curvatura dorsal, adquiriram-na, não por infortunio mas por opção. A razão: o GPS. Não é necessário andar muito. Basta olhar ao calhas e, seja qual for a viatura, topo de gama ou de quarta mão, lá está o tão cobiçado "gadget." Já são poucos os que chegam ao destino sem a ajuda do Tom Tom. Como um verdadeiro batedor índio, descobre as melhores rotas a tomar, suprime eventuais obstáculos e impede que andemos às voltas. Tudo isto embalado por uma irritante voz da "consciência", que nos manda virar à esquerda sem antes esquecer de ligar o pisca. Não sou contra a tecnologia, nomeadamente contra os GPS. Bem pelo contrário, acho que são de grande utilidade, sobretudo para empresas e para quem se desloca ao estrangeiro. Sou, isso sim, contra o exagero e contra os atrasados mentais. Um fulano que segue em linha recta na Marginal entre Lisboa e Cascais num Citroen AX a cair de podre com os olhos vidrados no GPS, só pode ser atrasado mental. Terá medo de se perder? Um fulano que seguia ao meu lado no comboio para Coimbra, e que gritava ao telefone para a mulher as coordenadas de Coimbra-B, seria o quê? Um atrasado mental, claro. Eu cá sou mais tradicionalista, e dos que têm boca para chegar a Roma. Nada como parar na estrada e dizer: eh senhô! Qual é o camim más rapde pa Ponta Garça?quarta-feira, abril 02, 2008
sábado, março 29, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
A Pita Malcriada
Não aguento mais as imagens da aluna a arrancar o telemóvel das mãos da professora, cada vez que ligo a TV. É cansativo e enjoativo. Como também, são cansativos e enjoativos os casos que sucedem a este episódio. Porque em Portugal é assim, o oito ou o oitenta. Nunca se passa nada neste país. Mas quando acontece, é à larga! Há um crime, e de súbito equiparamo-nos ao Brasil, tal é a onda de violência. Com as batalhas campais entre alunos e professores é a mesma coisa. A pita quase anda à pancada com a professora e eis que aparecem muitos mais casos de violência escolar. Números à parte, é a triste realidade em que vivemos. Uma realidade plena de gente sem educação, de pais brutos que embrutecem os filhos e de filhos que fazem o que querem dos pais. Em casa, não há transmissão de boas maneiras nem de quaisquer valores morais. A integridade que começa no lar e que se estende à escola tende a desaparecer. Dou graças a Deus pela educação que tenho. Sou de uma geração que respeitava a escola e os professores. Sempre brincamos uns com os outros e com os professores, mas sempre houve respeito e, em muitos casos, amizade. Ainda hoje encontro professores que tive, e a maior parte lembra-se de mim. E, falam-me, também com saudosismo, dos tempos em que davam aulas a alunos normais e não a atrasados mentais. Por mim, a pita malcriada devia era apanhar uma valente sova para ver se aprendia. Deixava logo de ser uma pita mimada e histérica. E os coleguinhas de turma deviam ser sujeitos ao mesmo tratamento. Por vezes, uma boa chapada é bem mais eficaz do que uma centena de teorias psicológicas.segunda-feira, março 24, 2008
terça-feira, março 18, 2008
Fundamentalismos Governamentais
No meu entender, constitui maior perigo para a sociedade um violador e um pedófilo do que um Rottweiler à solta. Há muita gente e muitas instituições a consultar antes de se tomarem medidas destas proporções. E, por falar em medidas radicais/governamentais, o que acham desta nova de se proibir os piercings na língua e nos genitais? É que acho uma graça dos diabos aos socialistas “Socráticos”. Quer dizer, uma fulana que carrega uma gravidez indesejada pode espetar agulhas, ingerir químicos e fazer trinta por uma linha até perder a criança, mas, se quiser furar a língua ou os genitais, aí sim, já é crime. Estou curioso para saber quantos anos de prisão apanhará um tipo que resolva furar os “tintins”. E como é que as autoridades saberão que os ditos foram “modificados?” A menos que o fulano os mostre ao Engenheiro, não vejo outra hipótese de ir dentro. Tudo de bom!
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