terça-feira, dezembro 02, 2008

"Quem prega moral na rua...



...leva no cu em casa." Que era um facto, já o sabia. Mas hoje pude comprova-lo ao mais alto nível. Bastaram cinco minutos de conversa com o meu pai (inventor ou transmissor desta brilhante frase) para que desatasse a rir como um perdido. Pois já sabemos que todos temos os nossos pontos fracos, que não se justifica estar a criticar a vida dos outros, a opinar sobre o alheio, porque, embora arranhemos a perfeição, bem lá no fundo, temos algum feito passado que, vindo à tona, não hesitará em deitar por terra todas as nossas fortes convicções. Hoje, por mero acaso, por extravio postal, a factura da TV Cabo da paróquia lá do sítio foi parar a casa dos meus pais. Sem se dar conta do real destinatário, o meu pai abriu-a e, de imediato, notou que algo de estranho ali se passava. De facto, constatou-se que o Pároco e demais utentes do serviço TV Cabo, são assíduos espectadores de todos aqueles pacotes que os mais comedidos evitam muitas vezes contratar. Na factura pode perceber-se que são fieis adeptos da actividade desportiva (Sport TV), fervorosos cinéfilos (TV Cine) e um pedacinho tarados (Playboy TV e Venus). A quanto obriga a castidade. Ai, se as beatas soubessem Senhor Padre!

quarta-feira, outubro 29, 2008

segunda-feira, outubro 27, 2008

O domingo cultural

Muda a hora, o clima e a disposição. Mergulhos? Só na minha banheira de palmo e meio. Impõem-se outros programas mais adequados à temperatura que se aproxima. Rumo, então, à Gulbenkian, onde desfruto da última parte da maratona de fim de semana dedicada a Sergei Rachmaninoff. Brilhante! Não fosse ele o meu compositor preferido. No entanto, para mim, uma ida a um concerto de música clássica não é somente escutar cerca de três horas de grandiosas obras. Nada disso. Encaro uma ida a estes concertos como verdadeiras experiências sociologicas. Talvez porque tenho a mania de reparar em tudo e em todos que me rodeiam, gosto de estar ali sentado, no meio do desconhecido, a observar as reacções da minha vizinhança. Não é nenhuma tara, e tão pouco serei um estudioso da matéria. Apenas diria que sou um curioso. Mais nada. Gosto de ver as expressões das pessoas. Gosto de tentar perceber o que lhes vai na alma. Gosto de ver as suas reacções. Desenganem-se os que pensam que vou a estes locais à procura de conquistas fáceis. A menos que fosse um fanático da gerontologia! De outra forma não tinha qualquer hipótese. Ali só se vêem cabecinhas grisalhas. E no ar respira-se uma mescla de laca e daqueles perfumes que apenas cheiramos no Natal quando vamos ao jantar das tias. Mas há uma palavra que define estes concertos. Sim, a tosse. No meio de tanta classe (senhoras muito bem arranjadas, blazers com botões dourados, broches e joias afins), não há pausa em que não se oiça a já conhecida "tosse portuguesa." Muito tosse aquela gente! Chega a ser irritante. E não só para mim. Às duas por três, lá reparava na irritação do pianista. Pelo que consta, já houve quem se irritasse a sério com a barulheira. Alguns maestros chegaram mesmo a abandonar a sala e a deixar a actuação a meio. Porque tossir no meio daquela acústica gera um som deveras horrendo. Num dos intervalos, percebi pelas minhas vizinhas da frente que, controlar aquela tosse não é pêra doce. E parece que até tive sorte, pois no Coliseu de Lisboa é bem pior. "São aquelas correntes de ar fortíssimas!" E com a tosse vem o "Xuuuuu!!!" dos indignados. Três filas à minha frente do lado direito, houve uma senhora que teve um "Xuuuuuuuu!!!!" como chamada de atenção. Mas parece que acatou a ordem. Levou o resto do concerto a soluçar, como se tossisse para dentro. Tive pena da senhora, e quase que me senti tentado a oferecer-lhe uma das minhas pastilhas de mentol.

A pausa foi longa, mas...


segunda-feira, julho 21, 2008

Se não gostas do tempo nos Açores...


...espera mais 15 minutos! De facto é assim. Aqui na minha terra, basta apenas um dia para sentirmos o gosto às quatro estações do ano. E hoje não foi excepção. Apesar da chuva, e ainda possuído pelas altas temperaturas lisboetas, não resisti à tentação de mergulhar nas límpidas águas da Caloura, ou melhor, na vizinha praia de Água d’Alto. Ainda existem praias assim, calmas, tranquilas, onde ir ao mar não é sinónimo de entrar numa arca de gelados, onde estamos em paz com a natureza, onde as nossas ideias ficam mais claras, onde não somos adoptados por inúmeras famílias de histéricos veraneantes. Efectivamente, 15 minutos depois de estar ali a marinar, parou de chuviscar e veio o sol para dar um ar da sua graça. E que bem que me soube este primeiro dia de férias. Não há dúvida que é no regresso à nossa origem que carregamos as baterias para esta vida frenética que levamos. Bom, e espero carregar também a minha inspiração que tem andado, não desaparecida, mas a divagar por outros prazeres, tão ou mais importantes do que o prazer da escrita

segunda-feira, junho 09, 2008

O Vigilante


Observo, espreito, vigio, aquilo que poderá ser o ínicio do fim do Estado como o conhecemos. Aguardemos!

quinta-feira, maio 29, 2008

Para as minhas amigas


Era um destes que gostariam de ter nas vossas salas de estar? Sempre vos iluminava as ideias.

terça-feira, maio 20, 2008

domingo, maio 18, 2008

Coisas que ainda não tinha visto...

...e que não quero voltar a ver! Aconteceu no sábado à noite num restaurante em Lisboa. O sítio até costumava ser engraçado mas, depois da noite passada, tenho as minhas dúvidas quanto ao meu regresso. Fui ao jantar de aniversário de uma amiga minha. Embora não conhecesse toda a malta que compunha a mesa, o grupinho até era simpático e conversador. Por ser sábado, e por o restaurante estar com muito movimento, ficamos numa sala mais escondida, reservada para grupos de maior dimensão e, agora entendo, para situações como a que presenciei. No outro lado da sala, mesmo em frente à nossa mesa, havia uma outra, que cedo foi ocupada por um grupo de convivas. Só depois é que percebi que estava diante de uma mesa gay. Também percebi que era o aniversário da "bichona mor". Paciência. É o tipo de coisas que não se pegam, e que não incomodam, quando praticadas com a devida discrição. Vários tintos depois, lá parabenizamos a nossa amiga com o desafinado cântico e, na mesa em frente, o mesmo se verificou, embora as vozes finas estivessem em melhor sintonia. E de súbito, apagam-se as luzes e começa a tocar aquela música, recordo, típica dos clubes de striptease. E eis que entra um "negão", vestido de polícia NY e de cacetete em riste. O aniversariante é empurrado para a ponta da mesa, onde o "negão" o presenteia com uma dança, tirando toda a farda até ficar em fio dental com padrão leopardo. Fiquei chocado! Não pela cena em si, mas por ver a cara de desejo que o aniversariante fazia enquanto apalpava o pseudo polícia. A mesma que eu faria, se com as minhas mãos estivesse a percorrer as curvas de uma voluptuosa cidadã do leste. 10 minutos depois, a cena repete-se, mas, com a prenda vestida de marinheiro. Mais uns apalpões, cuequinhas fora, toalhinha a tapar as vergonhas...enfim, puro terror. Tenho cá a impressão que por baixo da toalhinha o aniversariante ainda conseguiu "meter a primeira" lá ao negão. Claro que as minhas amigas, qual grupo de "freaks," deliravam com a cena. Enfim, estava eu descansadinho da minha vida e acontece isto! Claro que, as regras da boa educação impõem que termine este post a dizer que, não tenho nada contra a homossexualidade (atenção: como verdadeiro homem que sou, apenas admito um apaixonado e escondido beijo entre duas lindíssimas amigas) e que cada um faz com o seu cú aquilo que quer. Mas, mal educados foram os "panilas." No restaurante em causa, poucos iam achar graça se, no meu aniversário, fosse presenteado por um fenomenal par de mamas a passear-se pela minha cara. Mas como parece que levar no cú está na moda, então tolera-se tudo, e ainda se batem umas palmas. Tudo de bom!

terça-feira, maio 13, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

O outro eu

Sempre imaginei, e penso que não tenha sido o único, como seria ir na rua e deparar-me...comigo. Embora esteja cientificamente provado que, exceptuando os gémeos siameses, é impossível que exista alguém igual a nós, acho provável que, na imensidão deste mundo louco, possa haver uma alminha com a mesma feição do que a minha. Mas sei que não será fácil encontrar, e para vos ser franco, acho que seria assustador. Fiquemo-nos pelas parecenças com as celebridades. Já me têm dito que sou parecido ao Marlon Brando, mais em concreto à sua famosa personagem Vito Corleone - O Padrinho. Uma vez que é um dos meus filmes de eleição e que sou um "doidinho" por tudo o que concerne à Máfia, tomo a parecença como um elogio. Mas como eu, existem alguns com o mesmo nome. No outro dia conheci o outro eu. Num almoço em casa de amigos, sou apresentado a um senhor que me diz "olá! Como está? Francisco Amaral". E eu intrigado a perguntar-me como raios sabia o homem o meu nome, se nunca o tinha visto. "Muito gosto em conhecê-lo. Francisco Amaral", disse eu. Situação caricata. Seria normal se fossemos os dois portugueses. Mas não. O outro eu é brasileiro, anda na casa dos 50, é ligeiramente mais baixo e é um conceituado professor de Direito de uma universidade do Rio de Janeiro. Divagações amigos, divagações.

segunda-feira, maio 05, 2008

domingo, maio 04, 2008

Histórias de merda

Perdoem-me os assíduos leitores deste espaço, pois, para escrever este post, impos-se uma ligeira descida do nível da linguagem a que vos habituei. Coisa pouca caríssimos. Tomemo-la apenas como vulgar calão. Ora bem! Todos temos histórias de merda para contar. E quando falo em histórias de merda não me refiro a um ou outro dia da nossa vida com episódios menos agradáveis. Nada disso! Refiro-me à merda, e aos seus sucedâneos, na sua mais pura essência. Por mais educados que sejamos, sempre nos acompanharam, desde a tenra idade, episódios e histórias que concernem a esta dúbia substância, que nos causa tanto prazer quando a expelimos, e tanta repugnância quando, por uma ou outra razão, com ela somos confrontados. Porcaria à parte, sempre nos rimos com este tema. Senão veja-se. Quando era puto, ria-me como um perdido com os "flambés" que o meu irmão mandava. Até então, vivia intrigado com o mistério que envolvia uma ou outra cueca queimada que aparecia na minha gaveta. Mas no que respeita à arte do "flambé", conheço um verdadeiro artista que, já na idade adulta, tinha o inesperado dom de, a meio de um jogo de cartas, baixar as calças e atear um fogo dos diabos, tal era a intensidade do gás expelido. Brincadeira de rapazes. Claro que, brincadeiras como esta, aconteciam e acontecem com as meninas a kms de distância. É que nem lhes passa pela cabeça as asneiras que um grupo de rapazes é capaz de praticar. E espaços fechados? Quem nunca sentiu uma louca vontade de correr para o WC mais próximo, dois minutos depois de entrar num espaço apertado? Neste campo as livrarias são campeãs. As antigas, claro. Enquanto percorria os aperdadinhos corredores das livrarias, foram poucas as vezes em que não senti aquele arrepio, ou chamamento, como lhe quiserem chamar, para agarrar num livrinho e deleitar-me com uma leitura de merda (também conhecida como leitura de casa de banho). Claro que, nas modernas livrarias de hoje, como a Fnac ou a Byblos, o espaço é mais largo, permitindo a livre circulação da flatulência. Mas há mais. Sempre admirei os artistas de merda. Sim, aqueles que durante o acto de obrar, nos presenteiam com verdadeiros escritos, ou mesmo pinturas, nas portas das casas de banho públicas. Frases como "lá fora és um herói mas aqui borras-te todo" tornaram-se um verdadeiro clássico. E nas mais distantes casas de banho, como em Zabreb, Croácia, lá estava o dedinho português com um imponente "Viva Portugal." Ainda longe da capital, recordo com saudade uma cena em que um amigo meu se "peigou" à entrada de uma festa onde não conheciamos quase ninguém. A única alternativa para safar a situação, era um solitário lenço que foi oferecido a muito custo pelo nosso constipado amigo Pato. Deste meu amigo, também é famosa uma história de merda, em que, numa situação de emergência, verificando-se a falta de uma suave folha de papel higiénico, teve que se desenrascar com uma das antigas moedas de 50 Escudos. Uma das minhas histórias de merda aconteceu num café em Roma. Há falta de alternativa, tive que me acomodar com uma latrina rasa, coisa que imaginava apenas existir nos campos de concentração. E que mau jeito, meus caros leitores. Mas a rainha de todas as histórias de merda foi-me contada por um amigo que trabalha numa conhecida instituição bancária. Contou-me este amigo que o seu chefe se trancou durante mais de uma hora na casa de banho da dependência. Terminada a obra, saiu, orgulhoso, e trancou a porta do WC para que ninguém ousasse, sequer, desdenhar do que lá acontecera. Cinco minutos depois, ouvem-se gritos de horror, soltados por uma das colegas. Vindo por baixo da porta da casa de banho, um rio transportava o produto de hora e meia de esforço e deleite. E como corou. Imaginam o filme? Pura comédia. Enfim, histórias de merda!