quarta-feira, março 26, 2008

A Pita Malcriada

Não aguento mais as imagens da aluna a arrancar o telemóvel das mãos da professora, cada vez que ligo a TV. É cansativo e enjoativo. Como também, são cansativos e enjoativos os casos que sucedem a este episódio. Porque em Portugal é assim, o oito ou o oitenta. Nunca se passa nada neste país. Mas quando acontece, é à larga! Há um crime, e de súbito equiparamo-nos ao Brasil, tal é a onda de violência. Com as batalhas campais entre alunos e professores é a mesma coisa. A pita quase anda à pancada com a professora e eis que aparecem muitos mais casos de violência escolar. Números à parte, é a triste realidade em que vivemos. Uma realidade plena de gente sem educação, de pais brutos que embrutecem os filhos e de filhos que fazem o que querem dos pais. Em casa, não há transmissão de boas maneiras nem de quaisquer valores morais. A integridade que começa no lar e que se estende à escola tende a desaparecer. Dou graças a Deus pela educação que tenho. Sou de uma geração que respeitava a escola e os professores. Sempre brincamos uns com os outros e com os professores, mas sempre houve respeito e, em muitos casos, amizade. Ainda hoje encontro professores que tive, e a maior parte lembra-se de mim. E, falam-me, também com saudosismo, dos tempos em que davam aulas a alunos normais e não a atrasados mentais. Por mim, a pita malcriada devia era apanhar uma valente sova para ver se aprendia. Deixava logo de ser uma pita mimada e histérica. E os coleguinhas de turma deviam ser sujeitos ao mesmo tratamento. Por vezes, uma boa chapada é bem mais eficaz do que uma centena de teorias psicológicas.

segunda-feira, março 24, 2008

terça-feira, março 18, 2008

Fundamentalismos Governamentais

Cada vez gosto menos do governo do Engenheiro. Para ser franco nunca gostei. Há muitos anos que não assistia a tanta barbaridade. É um governo que se diz democrático, mas que age de forma irracional, sem dar a minímima atenção à vontade popular. Está longe de ser um governo "socialista". Agora pretendem aprovar uma lei que proíbe a criação de algumas espécies caninas. Significa isto que, algumas raças, como o Cão de Fila Brasileiro, o Rottweiler, o Presa Canário e o Pit-Bull Terrier, entre outras, dentro de poucos anos deixarão de existir em Portugal, uma vez que, o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, pensa tornar estes animais estéreis, ou seja, pretende autorizar a sua castração para impedir a normal reprodução. E se castrassemos o Ministro Jaime Silva? Tenho mais medo dele e dos seus colegas de governo do que de um Pit-Bull a rosnar para mim. Não há dúvida que o Homem é o animal mais letal e perverso de todos, e dos poucos que aniquila os indivíduos da própria espécie. Se me permitem a sinceridade, esta medida governamental parece-me um tanto ou quanto Nazi. Perdoem-me a comparação, mas quem mandava aniquilar, torturar, esterilizar e fazer experiências macabras em humanos e animais eram os Nazis. Toda a minha vida vivi rodeado de cães. Quem me conhece sabe que é verdade. Pode-se dizer que convivo com todo o tipo de raças caninas desde bebé. Tenho fotos em que estou abraçado a Dobermans, outra raça muitas vezes considerada perigosa e uma das minhas preferidas. Nunca tive problemas. A única vez que fui mordido foi por um Podengo. E por parvoíce minha, pois ainda não me tinham ensinado que não se fazem festas aos cães enquanto comem. Enfim, foi uma trinca na bochecha direita do rabo, nada de mais. Não existem cães perigosos. Existem, isso sim, alguns que são mais temperamentais, como em todas as espécies, inclusive a nossa. E isto não é razão para eliminá-los. Existem maus donos, tipos perigosos que tratam mal os animais, que os sujeitam a condições adversas e que dão mau nome à Cinófilia. Estes tipos é que devem ser travados e investigados. Se é para castrar....olha, castrem os pedófilos e os violadores. Estes é que não se devem reproduzir. No meu entender, constitui maior perigo para a sociedade um violador e um pedófilo do que um Rottweiler à solta. Há muita gente e muitas instituições a consultar antes de se tomarem medidas destas proporções. E, por falar em medidas radicais/governamentais, o que acham desta nova de se proibir os piercings na língua e nos genitais? É que acho uma graça dos diabos aos socialistas “Socráticos”. Quer dizer, uma fulana que carrega uma gravidez indesejada pode espetar agulhas, ingerir químicos e fazer trinta por uma linha até perder a criança, mas, se quiser furar a língua ou os genitais, aí sim, já é crime. Estou curioso para saber quantos anos de prisão apanhará um tipo que resolva furar os “tintins”. E como é que as autoridades saberão que os ditos foram “modificados?” A menos que o fulano os mostre ao Engenheiro, não vejo outra hipótese de ir dentro. Tudo de bom!

terça-feira, fevereiro 26, 2008

A Via Verde

Não aguentei mais. Resisti durante muitos anos mas acabei por ceder à tentação de aderir à Via Verde. Banal, dirão os dignissimos leitores. Mas é que estava-me a custar ter que pagar os 30 Euros do identificador. Não pela quantia em si, mas porque para mim há gastos que não fazem sentido. O mesmo acontece com as gravatas e com os perfumes. Penso sempre, porque hei-de gastar loucos montantes numa tirinha de tecido ou num frasquinho com meia duzia de pétalas esborrachadas? Além disso, mais cedo ou mais tarde, há sempre alguém que acaba por me oferecer estes dois acessórios. Estava à espera que, com a Via Verde, fosse a mesma coisa. Mas como não aconteceu, lá me decidi. Acabaram-se, portanto, as centenas de minusculos recibos na bolsa da porta esquerda e as moedas chocalhantes no cinzeiro da viatura. Acaba-se, também, a relação que estabeleci com as Portageiras de Sto. Amaro de Oeiras. Confesso que já me sentia controlado por elas. E se durante alguns dias fazia o percurso pelo IC19 ou pela Marginal, quando regressava à A5, deitavam-me aquele ar controlador, tipico das namoradas, como quem diz "mas por onde andaste tu, meu cabrão?" Enfim, tanto entusiasmo e o facto de não estar parado meia hora enquanto o condutor da frente conta as moedas de cêntimo, sempre dá para ludibriar a nossa mente, pois, o facto é que estamos a pagar algo que já está mais do que pago com o nosso tributo. Ganância amigos, ganância.
PS: Também usava esta T-Shirt.

domingo, fevereiro 24, 2008

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O Ferro de Engomar

Todas as manhãs passo a ferro uma camisinha para ir perfeitinho para o trabalho. Bom, nem todas. Às vezes acordo e mando aquele "FODA-SE" do desespero, por saber que, enquanto acabo de me vestir, já a minha malta está a cirandar pelo escritório. Paciência. Dias não são dias. Mas voltando ao inicio, hoje, enquanto engomava a indumentária, lembrei-me que no meu trabalho ainda não me tinham entregue o diploma do curso de Brigadas de 1ª Intervenção que tirei nos Bombeiros de Carnaxide (se um dia houver fogo na minha empresa, serei o herói que o vai apagar ou o primeiro a dar de frosques), quando, qual cruel coincidência, o fio do meu ferro de engomar começa a ser devorado por chamas. Mais parecia um rastilho de dinamite. E a minha primeira reacção?! Soprar. Pus-me a soprar feito parvo, mas nada. Até que o quadro disparou e, aí sim, o sopro foi eficaz. Um cagaço logo pela matina e um curto prejuízo. O ferro já estava velhinho. Oito anos depois, lá fui comprar um novo ferro de engomar, esquecido, por completo, da inevitável evolução do vulgar electrodoméstico. Devo dizer-vos que a escolha era interminável. Parecia que estava no Salão Internacional do Automóvel, mas, em vez de carros, havia centenas de ferros de engomar, com as mais variadas cores e feitios. Enfim, uma loucura. Lá chegou a menina engraçada de aparelho nos dentes, também ela a parecer um colorido electrodoméstico, para iniciar a caça à comissão sobre as vendas. Começou por me indicar um ferro de engomar que mais parecia um Mini Cooper dos modernos. Aquilo tinha tudo. Segundo ela, era o Rolls Royce dos ferros de engomar. Tal era o entusiasmo da menina que quase me deu a entender que a máquina operava sozinha. Cá pra mim, aquilo tinha aspecto de que fazia um grande bife com batatas e ovo a cavalo. Custava era para lá de um dinheirão, talvez o equivalente a duas prestações do meu automóvel. Disse-lhe que não estava preparado para ter um utensílio mais inteligente do que eu na minha própria casa. Desapontada, lá desceu a fasquia. Dos luxuosos passamos para os desportivos, destes para os executivos, depois para os familiares, até que, finalmente, chegamos aos utilitários. Para desespero da minha vendedora, rapidamente passamos dos de trezentos e tal euros para os de menos de cinquenta. Lá tomei a decisão e optei por um, estilo Volkswagen Golf dos ferros de engomar. Tem caldeira e tudo. No meio disto tudo, só me entristece ter que arquivar o esguichinho borrifador movido a água, em tempos a Fabulon. Enfim, vou já testá-lo. Até daqui a oito anos...espero eu!

terça-feira, janeiro 29, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

O saudoso prazer de fumar uma "cigarrada"

Bem, não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que fiquei feliz da vida com a nova lei anti-tabaco. Mas já que se legislou sobre isso, não descuremos os aspectos positivos que advêm da aplicação da mesma. Têm que concordar comigo, desde o dia 1 de Janeiro deste ano do Senhor que as ruas portuguesas estão bem mais animadas do que o costume. Os cantos obscuros dos cafés de bairro permutaram para o ar livre das calçadas e dos passeios. Agora, aquelas criaturas sinistras de ombros encolhidos, dentes coloridos e hálito duvidoso, que fumegavam por todas as cavidades corporais enquanto emborcavam cafés e bagaceiras, "saíram do armário" e transformaram-se em alegres convivas. Antes seres sós, falam que se desunham, passaram a opinar, que mais não seja pela consternação de terem abandonado o "refugo" e de fumarem o cigarrinho com "meia" de oxigénio. Mas não é só nos cafés. Em todos os outros espaços fechados frequentados por muita gente, onde se fumava sem restrições, agora respira-se muito melhor. Pela minha parte, aproveitei para deixar o vício. Não pela lei em si, mas sim por ter o desejo de, antes dos 30 anos, deixar de fumar. Custou muito, mas passados 23 dias, a coisa já corre melhor. E sem os tradicionais auxiliares anti tabaco como os pensos e pastilhas. Mas nem por isso me incomodo com o fumo dos outros. Pelo contrário, até gosto. Mais complicado é quando estou a jantar com a minha malta. Vou ter que passar a levar um livrinho para os restaurantes para matar o tempo que passo sozinho enquanto a malta se "injecta" com o prazeroso cigarro. Opções! O melhor mesmo, porque sei que é difícil deixar o mau hábito, é não sermos radicais, e pensar em soluções adequadas para um saudável convívio entre estas duas espécies terráqueas, fumadores e não fumadores. Bom...e que dá cá uma louca saudade, lá isso dá. É tão bom!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

quinta-feira, dezembro 06, 2007